Dia 27 de Janeiro de 2026 durante Sessão Ordinária na Loja Maçônica Alpha e Ômega, Oriente de Uberlândia Minas Gerais, o Mestre Instalado André Luiz Borges apresentou o trabalho com o título Irmãos, ajudai-me a abrir a Loja, o qual transcrevemos abaixo:
IRMÃOS, AJUDAI-ME A ABIR A LOJA
A Loja Maçônica Alpha e Ômega foi fundada dentro do espírito exotérico dos fundadores do Centro Comunitário Alfa e Ômega, e por isso mesmo assumiu de cara o mesmo nome para não se desgarrar dos seus princípios.
Essa história vem sendo contada pelos nossos mais antigos mestres, tanto nas reuniões públicas como em nossas sessões regulamentares, com a finalidade de incutir nos mais novos, não só o espírito organizacional da Loja, mas principalmente a forte missão que adotou, e que se tornou um princípio básico e uma razão de sua própria existência e, se fosse possível, nós deveríamos abrir o Evangelho Segundo o Espiritismo, ou mesmo o próprio Livro da Lei, aleatoriamente, e fizéssemos comentários na Ordem do Dia sobre o assunto que aparecesse na página aberta. Nós sabemos que tudo que fizermos de bom, é isso que receberemos, assim como o que fizermos de mau, é isso que receberemos pelas leis físicas de causa e efeito.
Também acreditamos na formação de uma Loja Maçônica nos planos superiores, sempre que abrimos os trabalhos e estabelecemos nossa egrégora, conforme a fala de nosso amado Ir José Rubens. Essa premissa pode se amparar no Livro da Lei onde encontramos em Mateus 18:18 a seguinte informação:
“Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo que desligardes na terra será desligado no céu”
Sempre que uma alma nasce na Terra há uma lei do plano espiritual que assegura a permanência de um espírito mais elevado que vem zelar por ela durante toda a sua existência física. Por isso, nos é enviado um ser espiritual que fica conosco desde o momento do nascimento até o dia de nossa morte, e frequentemente vem nos receber até mesmo logo após nosso desencarne.
Assim é nossa querida Alpha e Ômega, o encontro de determinadas pessoas que conviveram em vidas passadas pode ter sido um fator desencadeante para a emergência de muitas recordações de vidas passadas. Esse encontro é, na realidade, um reencontro, que pode ter ocorrido não apenas em uma, mas em muitas vidas passadas, pelo menos com alguns de seus preceptores.
Em 2026, ano em que comemoramos 25 anos de nossa existência física, se torna necessário a elevação das relações sadias entre todos os irmãos, em cada função assumida.
Por isso, essa prancha tem como objetivo nos lembrar para que nunca nos esqueçamos de nos lembrar que sempre podemos fazer diferente todos os dias em todas a sessões. Uma caminhada que não se faz sozinho e não podemos deixar que esta centelha morra dentro do espirito da Loja maior.
Nesse momento convido a todos,
“Irmãos, Ajudai-me a abrir a Loja”
Os poucos metros que ele, o V M , faz até chegar ao trono de onde irá conduzir os trabalhos é silencioso e não solitário, todos juntos, miram os olhos para o Venerável Mestre; esperando como arvores à beira do riacho caudaloso, o frescor de suas sabias palavras.
Aquele pequeno caminho da terceira porta da entrada do Templo, faz a grande diferença. Parece uma eternidade.
Como água cristalina que suavemente umedece os espíritos sedentos às margens, Norte e Sul, jamais serão as mesmas. Eterno renovar. Ele não faz o caminho, o caminho é que o faz, ele será recipiendário das forças que fluem do alto e que precisam de RESSONADORES.
Anunciado pelo Mestre de Cerimônia último a entrar em Loja para dar início aos Trabalhos.
Antes, Todos os irmãos já com suas indumentárias, perfilados como as margens de um rio.
Os que possuem cargos, com suas alfaias, os oficiais, os convidados, autoridades. Todos os irmãos com os símbolos da igualdade dentro do templo; ternos pretos?
Não – O AVENTAL,
o símbolo dos humildes construtores (aprendizes, companheiros e mestres), nos seus lugares, nas respectivas colunas, ONDE TODOS OS INTERESSES PROFANOS FICAM ESCONDIDOS E A LOJA PODE FLUIR DE UMA FORMA PERENE, SUAVE COMO UM RIO QUE SABE QUE O SEU DESTINO É O MAR. LEVANDO A SUA DOÇURA PARA O TEMPERO DA TERRA.
O nosso Ir Mestre Cerimônia anuncia a entrada da maior autoridade, e este, do alto da cadeira de Salomão espargirá Luz aos trabalhos e a todos os trabalhadores da oficina.
O Venerável em toda a sua trajetória demonstrará Humildade para com os irmãos. Deverá ser sempre o último a entrar, pois com olhos professorais de um pedagogo ou quem sabe de fiscalizador a verificar se todos os irmãos se encontram preparados. Sentimento que manifesta em seu santuário interno.
Uma sequência de pedidos ele capta, porem um se faz diferente, este exemplifica a HUMILDADE, como se a suplica fizesse aos pares, – Irmãos... Ajudai-me abrir à loja – sozinho, não pode abrir os trabalhos dependendo dos presentes e de no mínimo de sete irmãos mestres. A igualdade sedimenta-se em cada ato e palavra do Venerável. Humildade no pedido e Fraternidade no atendimento pelos Irmãos.
Salomão, filho de Davi, ao pronunciar os seus ensinamentos sabia que o seu povo e seguidores do Reino o ouviam, e estes, tinham o conhecimento do poder que emanava do trono, TRONO DA AUTORIDADE.
Vejam que a disciplina de obediência não se dava por um ato de imposição – Força - mas por uma Autoridade Adquirida; cheia de sabedoria, e nela estava a essência do S A D U (Onisciência, onipotência e onipresença) - fonte de tudo e sob os seus olhos e domínio.
UM OLHAR DA VERDADE...
A verdade libertadora... a Luz que clareia a escuridão, a beleza que encanta os corações.
ASSIM O VENERÁVEL MESTRE: Do trono da Sabedoria (Salomônica) da autoridade - (conjunto de normas VIRTUOSAS e pré-requisitos oriundos do SADU); é transmutada, deslocada, transportada, direcionada para os outros pilares; toda a sapiência, benevolência; convergência dos pensamentos do bem hão de consolidar nas outras colunas de sua administração:
Força e Beleza.
Ao receber estes talentos virtuosos, ele dividiu aos seus, demonstrando, desapego, humildade, benevolência, fraternidade, o companheirismo.
O chamamento que parte do Oriente ecoa por toda a abóboda celeste, chegando ao Ocidente, Norte e ao Sul, onde tem acento nos outros pilares/dignidades ou luzes – sustentáculos do ato e do simbolismo maçônico. Pede, aos Irmãos Vigilantes que anunciem em suas colunas assim como ele anuncia no Oriente, e, assim é feito.
Neste momento são ungidos com a força da sabedoria emanada do trono maior, como ele, também se transformando num ponto de muita luz para os trabalhos, e o exemplo há de se multiplicar.
A Luz é transmutada – Um facho de luz chega ao 1º Vig que anuncia a todos os ocupantes da coluna do Norte, e, logo após, o 2º Vig anuncia na coluna do Sul, desta maneira começa-se: do Oriente ao Ocidente, do Norte ao Sul.
Vejam, que não é algo banal, simples, corriqueiro, uma conotação repetitiva de palavras, que em momento algum parece sem nexo.
Tudo está ligado por um condão espiritual, de compromisso; anelamento (é uma etapa da Reação em Cadeia da Polimerase) dado desde antes de adentrarmos ao templo, bem antes, pois no dia da sessão, deve o Maçom se preparar – controlando sua alimentação, seu sono, evitando tudo que provocaria qualquer desequilíbrio no seu templo interno – (rancor, raiva, inveja, maledicência, opressão) os resquícios dos vícios, chegando à loja para ajudar realmente neste chamamento, que não requer esforços físicos, mas mental e espiritual. O Venerável confia aos irmãos o propósito de erigir templos à virtude.
Para tanto, devemos meditar sobre as palavras que são pronunciadas a todo o momento nos trabalhos. Este é um Ritual e todos os presentes como iniciados são chamados para o trabalho da abertura.
Ninguém fica de fora da convocação.
Ato de iniciação, liturgia de compromisso, pacto, contrato, que na Ordem não pode se desfazer por falta de vigilância no mundo profano. Pois o que se liga no céu não pode ser desligado na terra.
Devemos colocar em pratica as atitudes que nos tornou maçons: limpos, puros, e de bons costumes, e na oportunidade do tempo trabalhar nossas sombras que não tivemos coragem de revelar ao exterior, porém, ainda nos recônditos de nossa consciência, donde a luz deverá chegar pela pratica constante das sessões.
Ao sairmos da sessão devemos levar o aprendizado aos outros pontos cardeais que não receberam a Luz da Sabedoria, Força e Beleza. Esta é a responsabilidade que assumimos com o Supremo Arquiteto do Universo; sejamos garimpeiros da Luz da Verdade – Luz libertadora da LOJA Interna e esta resplandecerá.
Assim sendo, o SER (espirito), se faz homem; nasce humano, torna-se maçom, e como tal: passa-se a ser reconhecido pela singularidade Maçônica - SER E HUMANO; em toda sociedade pelo seu diferencial, também entre os irmãos.
Que Deus nos faça maçons melhores a cada dia, sempre lembrando o compromisso de sermos LUZ por onde passarmos.
Que nossas palavras representem a verdade de nossas ações, nossas atitudes sejam palavras espelhadas nas sementes que irão brotar nos corações de eternos aprendizes, e a Loja estará sempre forte com as colunas em P e à O .










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