terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

TRABALHO APRESENTADO EM LOJA

 Dia 27 de Janeiro de 2026 durante Sessão Ordinária na Loja Maçônica Alpha e Ômega, Oriente de Uberlândia Minas Gerais,  o Mestre Instalado André Luiz Borges apresentou o trabalho com o título Irmãos, ajudai-me a abrir a Loja, o qual transcrevemos abaixo: 


IRMÃOS, AJUDAI-ME A ABIR A LOJA 


A Loja Maçônica Alpha e Ômega foi fundada dentro do espírito exotérico dos fundadores do Centro Comunitário Alfa e Ômega, e por isso mesmo assumiu de cara o mesmo nome para não se desgarrar dos seus princípios.





 

 

Essa história vem sendo contada pelos nossos mais antigos mestres, tanto nas reuniões públicas como em nossas sessões regulamentares, com a finalidade de incutir nos mais novos, não só o espírito organizacional da Loja, mas principalmente a forte missão que adotou, e que se tornou um princípio básico e uma razão de sua própria existência e, se fosse possível, nós deveríamos abrir o Evangelho Segundo o Espiritismo, ou mesmo o próprio Livro da Lei, aleatoriamente, e fizéssemos comentários na Ordem do Dia sobre o assunto que aparecesse na página aberta. Nós sabemos que tudo que fizermos de bom, é isso que receberemos, assim como o que fizermos de mau, é isso que receberemos pelas leis físicas de causa e efeito. 

 

Também acreditamos na formação de uma Loja Maçônica nos planos superiores, sempre que abrimos os trabalhos e estabelecemos nossa egrégora, conforme a fala de nosso amado Ir  José Rubens. Essa premissa pode se amparar no Livro da Lei onde encontramos em Mateus 18:18 a seguinte informação: 

 

“Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo que desligardes na terra será desligado no céu” 

 

Sempre que uma alma nasce na Terra há uma lei do plano espiritual que assegura a permanência de um espírito mais elevado que vem zelar por ela durante toda a sua existência física. Por isso, nos é enviado um ser espiritual que fica conosco desde o momento do nascimento até o dia de nossa morte, e frequentemente vem nos receber até mesmo logo após nosso desencarne.  

 

Assim é nossa querida Alpha e Ômega, o encontro de determinadas pessoas que conviveram em vidas passadas pode ter sido um fator desencadeante para a emergência de muitas recordações de vidas passadas. Esse encontro é, na realidade, um reencontro, que pode ter ocorrido não apenas em uma, mas em muitas vidas passadas, pelo menos com alguns de seus preceptores. 

 

Em 2026, ano em que comemoramos 25 anos de nossa existência física, se torna necessário a elevação das relações sadias entre todos os irmãos, em cada função assumida. 

 

Por isso, essa prancha tem como objetivo nos lembrar para que nunca nos esqueçamos de nos lembrar que sempre podemos fazer diferente todos os dias em todas a sessões. Uma caminhada que não se faz sozinho e não podemos deixar que esta centelha morra dentro do espirito da Loja maior. 

 

Nesse momento convido a todos, 

 

“Irmãos, Ajudai-me a abrir a Loja” 

 

Os poucos metros que ele, o V  M , faz até chegar ao trono de onde irá conduzir os trabalhos é silencioso e não solitário, todos juntos, miram os olhos para o Venerável Mestre; esperando como arvores à beira do riacho caudaloso, o frescor de suas sabias palavras. 

 

Aquele pequeno caminho da terceira porta da entrada do Templo, faz a grande diferença. Parece uma eternidade. 

Como água cristalina que suavemente umedece os espíritos sedentos às margens, Norte e Sul, jamais serão as mesmas. Eterno renovar. Ele não faz o caminho, o caminho é que o faz, ele será recipiendário das forças que fluem do alto e que precisam de RESSONADORES. 

 

Anunciado pelo Mestre de Cerimônia último a entrar em Loja para dar início aos Trabalhos. 

 

Antes, Todos os irmãos já com suas indumentárias, perfilados como as margens de um rio. 

 

Os que possuem cargos, com suas alfaias, os oficiais, os convidados, autoridades. Todos os irmãos com os símbolos da igualdade dentro do templo; ternos pretos? 

Não – O AVENTAL,




 o símbolo dos humildes construtores (aprendizes, companheiros e mestres), nos seus lugares, nas respectivas colunas, ONDE TODOS OS INTERESSES PROFANOS FICAM ESCONDIDOS E A LOJA PODE FLUIR DE UMA FORMA PERENE, SUAVE COMO UM RIO QUE SABE QUE O SEU DESTINO É O MAR. LEVANDO A SUA DOÇURA PARA O TEMPERO DA TERRA. 

 

O nosso Ir  Mestre Cerimônia anuncia a entrada da maior autoridade, e este, do alto da cadeira de Salomão espargirá Luz aos trabalhos e a todos os trabalhadores da oficina. 

 

O Venerável em toda a sua trajetória demonstrará Humildade para com os irmãos. Deverá ser sempre o último a entrar, pois com olhos professorais de um pedagogo ou quem sabe de fiscalizador a verificar se todos os irmãos se encontram preparados. Sentimento que manifesta em seu santuário interno. 

Uma sequência de pedidos ele capta, porem um se faz diferente, este exemplifica a HUMILDADE, como se a suplica fizesse aos pares, – Irmãos... Ajudai-me abrir à loja – sozinho, não pode abrir os trabalhos dependendo dos presentes e de no mínimo de sete irmãos mestres. A igualdade sedimenta-se em cada ato e palavra do Venerável. Humildade no pedido e Fraternidade no atendimento pelos Irmãos. 

 

Salomão, filho de Davi, ao pronunciar os seus ensinamentos sabia que o seu povo e seguidores do Reino o ouviam, e estes, tinham o conhecimento do poder que emanava do trono, TRONO DA AUTORIDADE. 

 

 Vejam que a disciplina de obediência não se dava por um ato de imposição – Força - mas por uma Autoridade Adquirida; cheia de sabedoria, e nela estava a essência do S A D U  (Onisciência, onipotência e onipresença) - fonte de tudo e sob os seus olhos e domínio. 

 

UM OLHAR DA VERDADE... 

 

A verdade libertadora... a Luz que clareia a escuridão, a beleza que encanta os corações. 

 

ASSIM O VENERÁVEL MESTRE: Do trono da Sabedoria (Salomônica) da autoridade - (conjunto de normas VIRTUOSAS e pré-requisitos oriundos do SADU); é transmutada, deslocada, transportada, direcionada para os outros pilares; toda a sapiência, benevolência; convergência dos pensamentos do bem hão de consolidar nas outras colunas de sua administração: 

Força e Beleza. 

Ao receber estes talentos virtuosos, ele dividiu aos seus, demonstrando, desapego, humildade, benevolência, fraternidade, o companheirismo. 

 

O chamamento que parte do Oriente ecoa por toda a abóboda celeste, chegando ao Ocidente, Norte e ao Sul, onde tem acento nos outros pilares/dignidades ou luzes – sustentáculos do ato e do simbolismo maçônico. Pede, aos Irmãos Vigilantes que anunciem em suas colunas assim como ele anuncia no Oriente, e, assim é feito. 

 

Neste momento são ungidos com a força da sabedoria emanada do trono maior, como ele, também se transformando num ponto de muita luz para os trabalhos, e o exemplo há de se multiplicar. 

 

A Luz é transmutada – Um facho de luz chega ao 1º Vig  que anuncia a todos os ocupantes da coluna do Norte, e, logo após, o 2º Vig  anuncia na coluna do Sul, desta maneira começa-se: do Oriente ao Ocidente, do Norte ao Sul. 




 

Vejam, que não é algo banal, simples, corriqueiro, uma conotação repetitiva de palavras, que em momento algum parece sem nexo. 

 

Tudo está ligado por um condão espiritual, de compromisso; anelamento (é uma etapa da Reação em Cadeia da Polimerase) dado desde antes de adentrarmos ao templo, bem antes, pois no dia da sessão, deve o Maçom se preparar – controlando sua alimentação, seu sono, evitando tudo que provocaria qualquer desequilíbrio no seu templo interno – (rancor, raiva, inveja, maledicência, opressão) os resquícios dos vícios, chegando à loja para ajudar realmente neste chamamento, que não requer esforços físicos, mas mental e espiritual. O Venerável confia aos irmãos o propósito de erigir templos à virtude. 

 

Para tanto, devemos meditar sobre as palavras que são pronunciadas a todo o momento nos trabalhos. Este é um Ritual e todos os presentes como iniciados são chamados para o trabalho da abertura. 

 

Ninguém fica de fora da convocação. 

 

Ato de iniciação, liturgia de compromisso, pacto, contrato, que na Ordem não pode se desfazer por falta de vigilância no mundo profano. Pois o que se liga no céu não pode ser desligado na terra. 

 

Devemos colocar em pratica as atitudes que nos tornou maçons: limpos, puros, e de bons costumes, e na oportunidade do tempo trabalhar nossas sombras que não tivemos coragem de revelar ao exterior, porém, ainda nos recônditos de nossa consciência, donde a luz deverá chegar pela pratica constante das sessões. 

 

Ao sairmos da sessão devemos levar o aprendizado aos outros pontos cardeais que não receberam a Luz da Sabedoria, Força e Beleza. Esta é a responsabilidade que assumimos com o Supremo Arquiteto do Universo; sejamos garimpeiros da Luz da Verdade – Luz libertadora da LOJA Interna e esta resplandecerá. 

 

Assim sendo, o SER (espirito), se faz homem; nasce humano, torna-se maçom, e como tal: passa-se a ser reconhecido pela singularidade Maçônica - SER E HUMANO; em toda sociedade pelo seu diferencial, também entre os irmãos. 

 

Que Deus nos faça maçons melhores a cada dia, sempre lembrando o compromisso de sermos LUZ por onde passarmos. 

 

Que nossas palavras representem a verdade de nossas ações, nossas atitudes sejam palavras espelhadas nas sementes que irão brotar nos corações de eternos aprendizes, e a Loja estará sempre forte com as colunas em P  e à O . 

 

 


 Ir.'. André Luiz Borges 

Imagens da Internet

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

REGULARIZAÇÃO NA ALPHA E ÔMEGA

A Sessão do dia 27 de Janeiro de 2026 foi motivo de muita alegria pra Loja Maçônica Alpha e Ômega. 

Nessa data o Irmão Sérgio Antonio Abraão  Freitas, filho do Irmão Mestre Instalado Aldo Borges Freitas,  foi reintegrado ao Quadro de Obreiros através de sua Regularização.  


Irmãos Aldo e Sérgio 

Esse Irmão fez parte da Loja logo após sua fundação e contribuiu muito,  inclusive na construção do Templo, onde diretamente colaborou na organização das ações das  obras, depois por motivo de mudança de Oriente se desligou do quadro e hoje retorna pra sua casa .






quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

HOMENAGEM A UM CAMPEÃO DO TRABALHO

 O começo dos trabalhos na Loja Maçônica Alpha e Ômega nesse ano de 2026, começaram com uma sentida ausência.  

O Irmão Irineo de Paula Waismann não estará mais entre nós fisicamente. Mesmo crendo que ele está nos braços do Supremo Arquiteto do Universo, vamos iniciar esse ano em que a Loja completa 25 Anos, sem esse Fundador ao nosso lado. 

Como forma  de homenagear esse Campeão do Trabalho, o Irmão José Rubens Buiatti nos trouxe essa peça, para relembrarmos nosso Irmão que passou para o Oriente Eterno.


Irineo de Paula Waismann, Irmão e Frater 


       Nosso Irmão Irineo será sempre lembrado por todos aqueles que o conheceram como um infatigável, fiel e lutador do ideal maçônico, cumprindo seus deveres de forma inteligente, com dedicação e competência.  

Seu trabalho em prol da Maçonaria, está registrado nos anais Cósmicos e terrenos, perpetuando se na Egrégora Maçônica Alpha e Ômega e certamente permanecerá tangível do seu brilhante trabalho.     

  Os que conviveram com nosso Irmão Irineo, podem atestar as qualidades marcantes de sua pessoa. 

 Compromisso absoluto com o trabalho e com o servir na Ordem Maçônica.  Simplicidade, bom humor, segurança e coragem ante os obstáculos mais difíceis, sua devoção obstinada à Ordem nunca faltou.           

 Os testemunhos provam que para ser Mestre da Alma é preciso também ser Mestre da Matéria. 

Como ser Místico sincero na Senda Maçônica, nosso Irmão Irineo fazia questão de reforçar a Humanidade da sua posição, evitando qualquer idolatria.  

Só aos raros deixava transparecer sua intenção, sua envergadura espiritual do que já conquistara .       

 Na pessoa terna, fiel e dedicada da Esposa Alice e dos Filhos o Irmão Irineo encontrou apoio e carinho que o auxiliaram a cumprir bem sua Missão na vida.       


  

  Deixou o exemplo transparente de ser, de sua total dedicação ao próximo e à família, também ensinou que a beleza está contida na simplicidade que a vida consiste em Nascer, Servir e Partir.                    

   Que sua Alma Irineo, permaneça na Plena Luz e que agora na Nova e Abençoada Morada, você encontre sua merecida Recompensa .     

 Paz Profunda dos Rosacruzes !!!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

TRABALHO APRESENTADO EM LOJA

 Dia 20 de Janeiro foi realizada a primeira Sessão Ordinária na Loja Maçônica Alpha e Ômega neste ano de 2026.

A Sessão contou com a presença de 20 Irmãos do Quadro e 14 Visitantes, representando 9 Lojas Cô-Irmãs. 

No Tempo de Instrução, o Irmão Lemuel Delfino Alves, nos brindou com a excelente peça, que reproduzimos abaixo:


O INICIO DO ANO MAÇÔNICO 




O início do ano maçônico não é somente abrir o livro da lei; é reabrir o nosso coração para os ensinamentos que ele guarda!

O "Início do Ano Maçônico" é carregado de simbolismo porque não se trata apenas de uma data no calendário, mas de um rito de passagem, um "reiniciar" da busca pela Luz após o período de recesso

Diferente do mundo profano, onde o ano novo é apenas uma mudança de dígito, na Maçonaria o início do ano é o retorno à Egrégora.

Durante o recesso, as ferramentas foram guardadas, mas não abandonadas. 




O início do ano é o momento de tirar a poeira do cinzel e do maço.

O ato de trazer o foco de volta para o sagrado. É sair da dispersão do mundo exterior e entrar novamente no Templo Interior.

Muitos pensam no tempo como um círculo (o ano começa e termina no mesmo ponto).

O tempo deve ser visto como uma espiral ascendente.




Quando iniciamos um novo ano maçônico, passamos pelo mesmo ponto do calendário (o início), mas estamos em um nível superior de consciência do que estávamos no ano anterior.

 O "Início" não é uma repetição; é uma oportunidade de aplicar a sabedoria acumulada no ciclo passado.

Assim como a terra precisa descansar no inverno para florescer na primavera, o obreiro descansou para agora trabalhar com Vigor.

Se a pedra bruta ainda possui arestas (e sempre possui) o início do ano é o momento de olhar para ela com novos olhos e identificar onde bater o próximo golpe. 

Que esse início ou recomeço não seja apenas uma data, mais um compromisso de polir a pedra bruta que somos nós. 

Voltamos ao trabalho não porque a obra parou, mais porque o obreiro se renovou.


Ir:. Lemuel Delfino Alves 

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Imagens da Internet

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

HOMENAGEM A UM IRMÃO QUE PARTIU




  O Adeus a um Construtor: Homenagem ao Ir∴ Irineo de Paula Waismann 

"O obreiro cessa o seu trabalho, mas a obra permanece como testemunho de sua luz."

No último dia 28 de dezembro, as colunas da A.R.L.S. Alpha e Ômega nº 3402 sentiram o peso do silêncio. 

Partiu para o Oriente Eterno o nosso querido Irmão Irineo de Paula Waismann, um Mestre, um Fundador e, acima de tudo, um exemplo de dedicação maçônica. 

Irineo de Paula Waismann

Um Homem Maçom


O Irmão Irineo de Paula estava predestinado a ser um maçom. 


Desde os preparativos para sua entrada na ordem, demonstrou preocupação com o que seriam suas responsabilidades e se estava realmente apto a cumpri-las.


Quando o Irmão Irineo teve bloqueada sua entrada na Ordem em um primeiro momento, por possuir ação contra ele na justiça civil, motivada por acidente de trânsito com veículo de propriedade de sua empresa na época, a Fernanda Flores, sentiu-se fragilizado e desapontado.


Mas, dizia ele, que sentiu ali naquele incidente, o quanto havia de seriedade dentro da Ordem Maçônica, coisa que ele preservava e procurava encontrar em alguma instituição para poder fazer parte dela.


Dessa forma foi que, mesmo estando certo na causa, o Irmão Irineo tratou de resolver logo a questão, persistindo no seu desejo de entrar para a maçonaria.


O Irmão Irineo era um questionador. Mas as questões que levantava nunca eram no sentido de demonstrar conhecimento ou superioridade, mas de um desejo sincero de entender e aprender.


E esse conhecimento que ele aprendia nunca ficava restrito a ele, mas sempre era compartilhado através das histórias e causos que ele gostava de contar.


Na sua empresa, no Rotary Clube ou na maçonaria, o seu envolvimento com o trabalho era integral, cumprindo seus deveres sempre de forma a obter os melhores resultados.


O Irmão Irineo teve vários reconhecimentos no mundo profano e na maçonaria, sendo que, maçônicamente, destacamos sua participação em eventos produzidos por sua Loja Mãe Obreiros da Caridade, na Fundação Maçônica Manoel dos Santos, na fundação da Loja Maçônica Alpha e Ômega, tendo inclusive sido seu V. Mestre durante o biênio 2011/2013 


Foi presidente do CECOM – Centro Comunitário Alpha e Ômega e participou de diversas comissões na Fundação Maçônica Manoel dos Santos.  


Atualmente era Conselheiro Tesoureiro da Entidade enquanto, profissionalmente, exercia o cargo de Diretor Administrativo da Empresa Royal Host Festas e Eventos.


Do Paraná para o Coração de Minas 

Natural de Guarapuava (PR), Irineo carregava consigo o orgulho de suas raízes. Quem teve o privilégio de ouvi-lo, conheceu as histórias de sua criação, a honra que dedicava ao pai, Antônio, e à mãe, Albertina, e as lições de vida que colheu em suas inúmeras viagens. 

Ele não apenas falava; ele ensinava através da palavra e do gesto. 

Um Fundador Incansável 

Iniciado nos mistérios da Ordem em 1991, na Loja Obreiros da Caridade, Irineo foi uma das pedras fundamentais que permitiram que a nossa Alpha e Ômega erguesse suas colunas. 

Em tempos de dificuldade, onde o trabalho era árduo e os recursos escassos, ele foi um dos que "suaram a camisa" para que hoje tivéssemos o nosso templo. 

Mesmo quando a vida o levou para o Japão, terra de origem da família de sua amada esposa, Yukie Koyama Waismann ( Alice ), sua mente e seu coração nunca deixaram a Loja. De terras distantes, ele manteve o compromisso e a contribuição, provando que a fraternidade não conhece fronteiras geográficas. 

A Voz da Experiência 

Como Secretário, registrar as falas do Ir∴ Irineo era uma tarefa de responsabilidade. Ele possuía o dom da oratória precisa; seja explicando o simbolismo profundo da entrada formal em Loja ou debatendo os ritos, sua contribuição era sempre essencial. Não era apenas "anotar o que ele dizia", era registrar a história viva da maçonaria brasileira. 

Um Legado de Honra 

Portador do título de Benemérito da Ordem e com o reconhecimento de Grande Benemérito já protocolado junto ao GOB, Irineo ocupou cargos de destaque, como Venerável Mestre, Tesoureiro,  Orador, Vigilante, Deputado Estadual e Federal Legislativo, Presidente do Cecom, Diretor da Fundação Maçônica entre outros . Contudo, seu maior cargo foi o de Irmão. 

Sua partida deixa um vazio em nosso Quadro de Obreiros, mas seu nome está gravado no Livro da Vida e na memória de cada tijolo desta Loja. 

À Família Waismann, nossos mais sinceros sentimentos. Que o Supremo Arquiteto do Universo console os corações e lhes dê a certeza de que o Ir∴ Irineo cumpriu sua jornada com brilho e retidão. 

Irmão Irineo de Paula Waismann 05/04/1950 – 28/12/2025


Abaixo segue o Curriculum Maçônico do já Saudoso Irmão: 


24/05/1991 INICIAÇÃO NA LOJA MAÇÔNICA OBREIROS DA CARIDADE

19/06/1992 ELEVAÇÃO

05/03/1993 EXALTAÇÃO

05/04/1993 EXPEDIDO DIP. M. M. REG NR. 31287 LJ.2573-MG.

24/03/1998 DEPUTADO ESTADUAL PER.97/99,LOJA Nº 2573-MG.

03/08/2001 PASSAPORTE MAÇÔNICO EM 10/07/01, PROC.Nº 0744/01, DE 03/07/01, LOJA Nº 02573 - MG.

28/11/2001 PLACETADO A PEDIDO, LOJA 02573 - MG, REG. NR. 3353/2001

06/12/2001 FUNDADOR DA LOJA ALFA E ÔMEGA Nº 03402 - MG, PROC.Nº 01414/01, DE

27/11/01.TESOUREIRO, PER. 2001/2003, LOJA 03402-MG.

15/07/2005 1º VIGILANTE PER. 2005/2007 LJ.3402-MG

22/08/2006 2º VIGILANTE PER. LJ.3787-MG FUNDADOR DA LOJA OBREIROS DA LUZ Nº 3787-MG,

CONFORME PROCESSO Nº 1502/2006.

06/06/2007 PLACETADO A PEDIDO, LOJA N.º 3787 - MG ,REG. N.º 1988/2007, SESSÃO DE 04/04/2007,

PUBLICADO NO BOL/GOB N.º 11/2007.

02/06/2008 CONCEDIDO A LICENÇA POR 180 DIAS, A PARTIR DO DIA 13/05/2008, PELA LOJA Nº 3402-MG,

CONFORME PR. Nº 007/2007-2009 DE 19/05/2008. PUBLICADO NO BOL/GOB Nº 10 DE 29/06/2008.

10/09/2008 CANCELAMENTO DE LICENÇA EM 15/07/2008, PELA LOJA Nº 3402-MG, CONFORME PR. S/Nº DE

22/07/2008. PUBLICADO NO BOL/GOB Nº 17 DE 29/09/2008.

18/08/2010 DEPUTADO DA ASSEMBLÉIA FEDERAL LEGISLATIVA PER. 2010/2011 LJ.003402-MG DEVENDO CUMPRIR O MANDATO DE 19/06/2010 A 18/06/2011, CONFORME PRANCHA DA A.´. F.´. L.´. Nº 170/2010 DE 07 DE JULHO DE 2010.

02/08/2012 EXPEDIDO DIPLOMA DE MESTRE INSTALADO, REG.: 92098, LOJA: 3402 - ALFA E ÔMEGA - MG -

VENERÁVEL, 2011/2013.

25/06/2015 ORADOR PER. 2015/2017 LJ.003402-MG

15/09/2017 BENEMÉRITO DA ORDEM, ATRAVÉS DO ATO Nº 025426, DE 15/09/2017, REGISTRO Nº 836340

27/09/2021 ORADOR PER. 2021/2023 LJ.003402-MG

Redação e Arte : Irmão  Maximiano Pereira

Contribuição : Irmão Aldo Borges 


sábado, 13 de dezembro de 2025

FESTA FINAL DE ANO 2025





Na noite de 9 de Dezembro, a Família Alpha e Ômega se reuniu para sua Confraternização de Final de Ano.

A recepção foi realizada no Salão de Festas, onde em um ambiente de muita descontração e alegria, foram encerrados os trabalhos desse Ano de 2025.

O Venerável Mestre Marcos Ferreira Vasconcelos agradeceu a presença de todos e   toda equipe envolvida  na organização do evento, rogando ao Supremo Arquiteto do Universo que a Loja Maçônica Alpha e Ômega tenha um 2026 muito próspero, onde completará 25 Anos de sua Fundação. Falou ainda do ano difícil que tivemos com muitas perdas, que nos sensibilizaram e nos fizeram refletir sobre a importância de fazer agora, amar agora, nos unir agora ... 

Foram trocados presentes com a organização da Fraternidade Feminina e a participação de todos.

Abaixo segue fotos do evento com créditos fotográficos para o  Irmão Otanes : 












quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

TRABALHO APRESENTADO EM LOJA

Dia 02 de Dezembro de 2025, durante a ultima Sessão Ordinária do Ano, o Irmão Aldo Borges de Freitas, nos apresentou uma excelente peça, que reproduzimos  abaixo para nossa reflexão: 


 TEMA LIVRE

Meus Irmãos,

Final de ano chegando mais uma vez. 

Época de juntar os trapos e ver o que sobrou de bom ou de ruim nas vidas das pessoas, nas vidas das nações e na vida do mundo.

Mais um ano de vivências e experiências, que podem não ter trazido aquilo que correspondia às nossas expectativas, mas que certamente, agregaram novos conhecimentos e aprendizados, que são justamente alguns dos papeis que a vida nos proporciona, e que fazem parte das grandes razões pelas quais estamos aqui nesse planeta terra.

Se fossemos encerrar o ano com um balanço de atividades a gente deveria estar aqui fazendo uma retrospectiva do que produzimos de bom ou não, individualmente ou coletivamente enquanto Loja.

Mas, nessa nossa última reunião do ano, resolvo dividir com os Irmãos, a constatação de uma realidade que nos envolve a todos, e impacta na vida pessoal de cada um de nós e na vida da Loja consequentemente. 

Trata-se dos desafios que temos pela frente diante do mundo globalizado em que já estamos vivendo há algum tempo, e que tende a evoluir no próximo ano com os embates geopolíticos em busca de recursos, cada vez mais escassos. 

Sem querer criar um choque alarmista, já que todos somos informados diariamente sobre isso, e já vivendo esta realidade, o que queremos trazer para nossas reflexões é um ingrediente que só atrapalha ainda mais a vidas das pessoas diante desse cenário, que é o INDIVIDUALISMO.

Nesse mundo, o individualismo estará completamente anulado, prevalecendo as instituições corporativas como a nossa, mesmo que as corporações também sofram com as grandes mudanças.





Portanto a valorização do coletivo sobre o indivíduo passa a ser a principal força motriz das relações, afetando diretamente a liberdade de ação e escolha das pessoas. 

Essa transição pode ser vista como uma resposta às transformações globais, como crises ambientais, avanços tecnológicos e mudanças culturais, que exigem cooperação e soluções conjuntas.

Essa liberdade de ação e escolha do indivíduo, ficará tanto mais prejudicada na pessoa excessivamente individualista, e que não aprendeu ainda a vencer suas paixões e submeter a sua vontade.

Na maçonaria, temos a oportunidade de viver e aprender uns com os outros, colecionando algumas conquistas e às vezes alguns dissabores, mas que fazem parte da construção do nosso caminho. 

Todos estamos submetidos a alguma coisa, ou a algum contratempo quando vivemos em grupo e limitados por normas e regulamentos. 

Mas cabe aqui recordar os ensinamentos do nosso Mestre Maior, quando nos diz: “Vinde a mim, vós que estais cansados e desanimados porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”

Uso aqui essa figura do evangelho, para considerar que o jugo maçônico, ao qual estamos submetidos, é sutil e leve diante das asperezas do mundo profano.

Há também uma frase atribuída a Carl Jung e que se encontra nas páginas de rodapé dos formulários do Centro Comunitário Alfa e Ômega, que nos mostra a importância da nossa convivência fraterna em loja e que diz assim: “Só se encontra um caminho quando a gente abre espaço para o outro caminhar junto. O motivo central da vida é o encontro com o próximo”

Por esse motivo é que o convite que fazemos nesse final de ano, é que os irmãos invistam cada vez mais em sua Loja, sem nenhuma preocupação de tirar dela qualquer proveito material, porque a recompensa  que a maçonaria oferece aos seus afiliados é de caráter moral e espiritual, ainda que, de forma complementar, preste auxílios aos seus membros  quando se encontrem em dificuldades reais, sejam elas financeiras ou de caráter social, na convivência diária, em família, no trabalho e nas relações em geral, onde o mundo profano está cheio de armadilhas.

 Dito isso, vamos considerar que o mundo sempre apresentou seus problemas e suas soluções. E como sempre acontece, no final de cada ano, ficam as resenhas de grupos e as retrospectivas que alimentam a imprensa. 

Por isso peço licença aos irmãos para fazer uma retrospectiva sobre o assunto, mas com três considerações principais: em primeiro lugar retrocedendo ao ano de 2005, (ano em que fiz essas anotações), em segundo lugar, porque esses assuntos (permanecem atuais e de maneira mais acirrada) e em terceiro lugar, (fazendo isso em forma de poesia) porque a poesia tende a abrandar os fatos. 

Falava-se nessa época em buraco de ozônio, adoecimento das aves e do gado pelo exagerado confinamento, justificado pela necessidade de alimentar a população que só aumentava. 

Discutia-se sobre a preservação da mulher e do uso da camisinha para evitar o HIV, enquanto nas assembleias e nos meios políticos, aumentava a corrupção como nunca se tinha visto antes, principalmente por estar esta corrupção sendo exposta agora, pela eficiência e melhoria dos meios de comunicação.

Mas o que vinha criando maior comoção era o avanço desenfreado do terrorismo que antes já havia feito seus ataques às Torres Gêmeas em 11/09/2001e que culminou com os ataques suicidas realizados por extremistas islâmicos no metrô de Londres e em plena hora do Rush, isso em 7 de Julho de 2005. 

E eu registrei alguns desses fatos em forma de um poema ao qual dei o nome de RETROSPECTIVA.


RETROSPECTIVA

                    Aldo-2005


Olho para a camada...

BURACO.

O desequilíbrio da natureza...

FATO.

Olho pro azul do céu...

OZÔNIO.

A gorda ave na granja...

HORMÔNIO.

Olho a vaquinha mimosa...

AFTOSA.

O horror na assembleia...

UNÂNIME.

Olho pro azul do mar...

TSUNÂMI.

A prevenção feminina...

CONDON.

Olho para o metrô...

LONDON.

...e a vida segue, alegre e célere,

Num eterno faz de conta!


Meus Irmãos, o que procuramos refletir aqui, é que, na atualidade, estamos cada vez mais, vivendo  em uma condição humana exageradamente apressada, onde um problema sucede ao outro, numa rapidez tal que não nos dá tempo de assimilar nenhum nem outro, e assim, tentarmos racionalizar uma solução para alguma coisa. 

Somos todos levados por essa onda da pressa, e com isso, vamos desenvolvendo as chamadas doenças psicossomáticas, com aumento expressivo nos últimos anos.

Mas existem algumas pressas que são criadas por nós mesmos. A correria não é apenas resultado das circunstâncias, mas de expectativas internas. 

Criamos metas rígidas, assumimos responsabilidades que não nos cabem e deixamos de respeitar os nossos próprios limites. A pressa, nesse caso, torna-se uma construção pessoal - que é alimentada pela comparação com os outros e pela busca incessante por resultados imediatos.

Ao final, a vida segue, muitas vezes mascarada por alegrias passageiras e uma pressa que nos impede de encarar os fatos com mais profundidade, fazendo com que nossas atitudes e decisões acabem sendo um eterno faz de conta.



No mesmo dia em que escrevi essa RETROSPECTIVAS de PROBLEMAS, onde a gente pensava que esse mundo não tem mesmo saída, criei um outro poema com o qual vou encerrar este trabalho e a que dei o nome de PROSPECTIVAS. 

Ali, tento criar  um antídoto contra o estresse que a falta de perspectiva do mundo moderno cria no indivíduo, colocando um pouco de sonho e fantasia nos problemas do dia a dia. 


PROSPECTIVAS

               Aldo-2005


Vou de volta à cachoeira

Pois lá existe energia,

Onde grita a natureza

Mergulhada em água fria.


Vou buscar alternativas

Com laranjas, couve e mel.

Deixe a vaquinha no pasto

E deixe a ave no céu.


Vou de Caetano Veloso em sua música  

“London London”.

Tsunami é só pro mal.

Na eleição pra assembleia

Vai passar um vendaval.


E a vida vai se arranjando

Mesmo diante da anarquia.


Quem não estiver aguentando

A pressão do dia a dia,

Dê um tempo pra si mesmo,

Corra pro Beto Carrero

Ou então pra Disneylândia,

E viva um pouco a fantasia.


Trabalho desenvolvido por Ir⸫ Aldo Borges

com o auxílio da IA-Copilot



 Irmão Aldo Borges 


quarta-feira, 12 de novembro de 2025

TRABALHO APRESENTADO EM LOJA

 Dia 11 de Novembro de 2025, o Irmão Henrique Rosalen, apresentou o trabalho abaixo no Tempo de Instrução , durante Sessão Ordinária na Loja Maçônica Alpha e Ômega. 


ROMÃ NA MAÇONARIA




 A romã é a fruta de uma árvore denominada romãzeira.

Nativa da Pérsia e domesticada no Irã há cerca de 2.000 anos a.C. (antes de Cristo), a romã despertou o interesse no Mediterrâneo, de onde foi distribuída a outros países, da Ásia às Américas.

A romã simboliza fertilidade, prosperidade e abundância devido ao grande número de sementes que possui. Culturalmente, também representa amor, vida após a morte, longevidade e saúde em várias tradições, como na mitologia grega, no judaísmo e no cristianismo.

O fruto é uma baga globular com uma casca que tem a consistência do couro. O interior é subdividido em vários lóbulos que contêm numerosas sementes revestidas por uma cobertura denominada sarcotesta, de polpa vermelha e suculenta.

SURGIMENTO NA MAÇONARIA

Já na maçonaria não há uma data única e específica em que a romã tenha "surgido. A incorporação deste símbolo na Ordem Maçônica está intrinsecamente ligada a referências bíblicas e históricas que são muito anteriores à maçonaria especulativa moderna.

O simbolismo da romã na maçonaria moderna, portanto, é uma herança de tradições e não um elemento criado em uma data específica. Sua origem remonta a:

O Templo de Salomão: 

A principal referência vem do Templo de Salomão, um dos pilares da lenda maçônica. A Bíblia descreve que as colunas Jachin e Boaz, que ficavam no pórtico do Templo, eram adornadas com centenas de romãs.




 Tradições antigas: A romã era um símbolo de fertilidade, abundância e prosperidade em muitas culturas antigas, incluindo a hebraica, por causa de suas inúmeras sementes.

1 Formação da Maçonaria Especulativa: Com a transição da maçonaria operativa (pedreiros reais) para a especulativa (sociedade filosófica), por volta do final do século XVII e início do século XVIII, esses símbolos antigos foram formalizados e integrados aos rituais e ensinamentos da Ordem.

Na Maçonaria a ROMÃ é o símbolo menos analisado na filosofia maçônica; colocada sobre os capiteis das Colunas na entrada do Templo, sempre acima do olhar físico de cada Irmão  ela passa despercebida e, por isso, mais ignorada, porque “parece” que da muito trabalho olhar para cima e sondar os mais elevados ideais que a Maçonaria busca e são 3 em cada coluna.

Na Maçonaria, a romã simboliza a união, fraternidade e solidariedade entre os maçons, representados pelas sementes unidas dentro da fruta. 




A casca dura simboliza o aspecto inicial inacessível da Maçonaria, enquanto as sementes representam os irmãos unidos por um ideal comum de prosperidade e beleza. A fruta também simboliza a abundância, fecundidade e a universalidade da Loja.

 União e Fraternidade:

As inúmeras sementes, cada uma diferente em tamanho e formato, mas unidas firmemente, representam os maçons, que, apesar de suas individualidades, formam um corpo unido e coeso .

A membrana interna que une as sementes representa o sigilo, que preserva a união e a coesão da Loja.

Prosperidade e Abundância:

A romã é vista como um símbolo de fecundidade e prosperidade, refletindo a abundância de realizações e o sucesso da Ordem.

Acesso e Beleza Interior:

A casca dura e resistente da romã representa a Maçonaria como um espaço que pode parecer impenetrável para quem está de fora, mas que revela sua beleza e riqueza interior para aqueles que são iniciados.

 Universalidade:

Cada romã pode ser vista como uma representa-çao da Loja e sua universalidade, com as sementes sendo os irmãos unidos pelo ideal comum, o que se conecta à ideia de que o número de maçons é incontável.

2 Sigilo: A pele interna que mantém as sementes unidas representa o sigilo maçônico, que é essencial para a proteção e a coesão da fraternidade, assim como o rompimento da pele da romã pode expor as sementes a pragas e deterioração.

PARTE FINAL

Assim, também é a Maçonaria, hermética e inacessível, quase impenetrável para os que a olham de longe, mas extremamente sedutora e bela para aqueles que se decidiram, a olhar pelas aberturas que ela própria lhes oferece. Estes são os escolhidos e a eles é permitido ver e viver a extraordinária beleza interior que se descortina aos iniciados. Beleza que vai aumentando na medida em que os mistérios vão sendo desvendados, com o tempo, com o polimento da pedra bruta, com engrandecimento do espírito, da mesma forma como acontece com o lento e progressivo amadurecimento da Romã, até finalmente expor seus brilhantes e delicados grãos, tal qual, pequenas pedras polidas.

Aqueles que não se deixam desanimar pelas dificuldades do acesso merecerão a oportunidade de penetrar dentro da Romã chamada MAÇONARIA.

Irmão  Henrique Rosalen 


FONTES DE PESQUISA: GOOGLE

ADONHIRAMITA.ORG PUBLICADA: Março de 2003 Por Carlos Ismael Raposo da Câmara Lótus Verde

JORNAL O COMPASSO Por Ernande Costa Macedo – G-33 Secretário da Academia Maçônica de Letras Ciências e Artes da Região Grapiúna (AMALCARG).

FREEMASSON.PT/a-roma-2/

Imagens da Internet 

TRABALHO APRESENTADO EM LOJA

 Dia 4 de Novembro de 2025, durante Sessão Ordinária na Loja Maçônica Alpha e Ômega, o Irmão Primeiro Vigilante Paulo Henrique Cunha, nos brindou com a apresentação do trabalho abaixo sobre a Dialética: 


DIALÉTICA




A dialética não é um conceito monolítico, mas sim uma prática de pensamento que evoluiu ao longo de toda a história do pensamento ocidental.

Heráclito é considerado o pai da dialética porque sua filosofia se baseia na ideia de que a realidade é um constante movimento de mudança impulsionado pelo conflito entre opostos. Ele afirmava que tudo está em fluxo, e que a harmonia surge da tensão entre elementos contrários, como a vida e a morte, ou a guerra e a paz, exemplificado na famosa analogia de que um homem não pode entrar no mesmo rio duas vezes.

As principais características são as seguintes:

1. Definição Fundamental: A dialética é o "trânsito" ou a conexão entre o mundo material (história, política, tecnologia) e uma superestrutura simbólica (ideias,espiritualidade, cosmovisões). O exemplo da arquitetura das catedrais ilustra como uma forma física é moldada por uma visão de mundo imaginária.

2. Tipologias de Relação: Existem modelos de relação dialética como por exemplo a dialética descendente formulada por Platão e as religiões postula que o mundo das ideias ou o espiritual determina o material. A dialética ascendente (materialismo) argumenta o inverso, que a base material determina as ideias.

3. Evolução Histórica: O conceito evoluiu significativamente. Em Platão, a relação é vertical, entre o indivíduo e o Mundo das Ideias. Com pensadores como Mestre Eckhart, introduz-se um eixo horizontal, analisando as relações entre indivíduos. Hegel eleva o sujeito da dialética para a sociedade como um todo, culminando no Estado como a realização do "Espírito Absoluto".

4. A Inversão Marxista: Marx adota a mecânica dialética de Hegel, mas a inverte. Para ele, a base material é o ponto de partida que determina a superestrutura ideológica. Esta, por sua vez, retorna para influenciar a construção do mundo material, levando à conclusão de que o controle da base material pode moldar as crenças e a liberdade de uma sociedade.

Georg Wilhelm Friedrich Hegel (1770 – 1831) filósofo germânico, é considerado um dos mais importantes postulantes do conceito de dialética. O conceito central hegeliano é que a realidade é um ser em constante movimento que ele chamou de espirito ( Geist), que se desdobra através de um processo triádico de tese, antítese e síntese. em direção a níveis cada vez mais elevados de autoconsciência em direção ao saber absoluto.

Os conceitos basilares e fundantes para a compreensão do sistema hegeliano, sem a pretensão de esgotar a totalidade de suas obras ou conceitos em três eixos principais que estruturam o pensamento do filósofo:

1. Realidade como Espírito: A compreensão da totalidade da existência não como um conjunto de objetos estáticos, mas como um sujeito dinâmico em processo.

2. A Dialética: A elucidação da dialética como a estrutura intrínseca da realidade e, simultaneamente, o método para sua compreensão.

3. A Fenomenologia do Espírito: Uma visão geral da obra que mapeia o desdobramento histórico da autoconsciência do Espírito.

A Realidade como Espírito (Geist)

Para Hegel espírito (Geist) é a realidade dinâmica e em constante desenvolvimento dialético, que se manifesta através da razão, da consciência e da história. Não é algo sobrenatural, mas o processo pelo qual a consciência se desenvolve de formas mais simples até alcançar a autoconsciência completa, culminando no saber absoluto

Características principais do espírito hegeliano




. Realidade em desenvolvimento: O espírito não é estático, mas um ser que se autogera continuamente por meio de um processo dialético (tese, antítese, síntese). A história é vista como a marcha do espírito em direção a níveis mais altos de autoconsciência.

. Autoconsciência e razão: O espírito é a atividade autoconsciente da mente, que se eleva da certeza sensível até a razão e, finalmente, ao saber absoluto.

. Manifestação social e cultural: O espírito se manifesta nas estruturas sociais, como a família, a sociedade civil e o Estado, e se expressa através da cultura, arte e religião, por exemplo.

. A Metáfora da Planta

 Hegel utiliza a metáfora do ciclo de vida de uma planta para ilustrar o movimento do Espírito. Este processo é:

 1. Semente: Um momento de determinação, finita e autocontida.

 2. Flor: Surge da negação da semente, rompendo seus limites para se tornar uma nova determinação.

3. Fruto: Nasce da negação da flor, estabelecendo-se como uma nova forma determinada.

 4. Nova Semente: Emerge do fruto, negando-o e reiniciando o ciclo.

Este ciclo triádico demonstra um processo autocriativo, onde momentos sucessivos se superam continuamente, um dando origem ao outro. Assim como a planta, a realidade é um processo contínuo de autogeração e autossuperação.

O movimento do Espírito não é aleatório; ele segue uma estrutura triádica e dialética. Hegel abraça a contradição como um elemento essencial e produtivo da realidade, expressa na célebre frase: "Tudo que é real é racional e tudo que a racional é real".

3.1 O Movimento Triádico do Ser

O desdobramento do Espírito ocorre em três momentos lógicos:

• Ser-em-si (An-sich): O ponto de partida. A realidade como ideia pura, autocentrada, mas sem consciência de si mesma.

• Ser-fora-de-si (Für-sich): O momento da alienação ou exteriorização. Para se conhecer, o Espírito precisa se tornar outro, gerar algo que não é ele mesmo (a Natureza, o objeto).

• Ser-em-si-para-si (An-und-für-sich): O retorno a si. Após se deparar com sua alteridade, o Espírito retorna a si mesmo, agora enriquecido com autoconsciência.

3.2 O Método Dialético e o Conceito de Aufhebung

A dialética não é apenas a estrutura da realidade, mas também o método necessário para compreendê-la em sua complexidade e contradição.

4.1 As Três Etapas do Método

1. Tese (Momento Abstrato ou Intelectivo): O intelecto age de modo determinado, estabelecendo definições claras, separando e categorizando conceitos de forma estática.

2. Antítese (Momento Dialético ou Negativamente Racional): A introdução deliberada da contradição. O que foi afirmado na tese é negado, contraposto por seu oposto (ex: uno vs. múltiplo, semelhante vs. diferente).

3. Síntese (Momento Especulativo ou Positivamente Racional): A unificação dos opostos. Não é uma mera anulação da briga, mas uma resolução que gera um resultado novo e mais complexo.

Aufhebung: O Momento Especulativo

A síntese é mais bem compreendida pelo termo alemão Aufhebung, que é frequentemente traduzido como superação mas suspensão poderia ser uma tradução melhor para o conceito. 

Este conceito possui um triplo significado simultâneo, que revela a riqueza do processo dialético:

• Negação : O momento anterior é superado e deixa de existir em sua forma original. (Ex: "O aluno foi suspenso").

• Conservar/Preservar: Elementos essenciais do momento anterior são mantidos na nova etapa. (Ex: "O tribunal está suspenso", conservando o estado atual para o dia seguinte).

• Elevar/Alçar: O resultado da síntese está em um nível superior de complexidade e consciência. (Ex: "O macaco está suspenso no galho").

Meus irmãos, esse é um pequeno praticamente ínfimo resumo sobre o assunto dialética que nos mostra ser um conceito de suma importância pois descreve o movimento da vida e seu sentido, mostra o quanto é importante o combate aos vícios e o preço a ser pago na abstinência em nossas paixões.

Eu vou desdizer aquilo tudo que eu lhe disse antes

 Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante 

Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo


Ir.'. Paulo H. Cunha 


Imagens da Internet 

sexta-feira, 31 de outubro de 2025

TRABALHO APRESENTADO EM LOJA

Dia 21 de Outubro de 2025, durante Sessão Ordinária na Loja Maçônica Alpha e Ômega, o Irmão Otanes Barcelos Oliveira Neto ocupou  o tempo de estudos e apresentou o trabalho abaixo : 

 CICLO DOS ANIMAIS

O zodíaco, que em grego significa ciclo dos animais, é uma faixa celeste imaginária, que se estende entre 8 a 9 graus de cada lado da aclíptica e que com essa coincide. Eclíptica é o caminho que o Sol, do ponto de vista da Terra, parece percorrer anualmente no céu. 

Essa faixa foi dividida em 12 casas de 30 graus cada uma, e o Sol parece caminhar 1 grau por dia.

Os planetas conhecidos na antiguidade (Mercúrio a Saturno) também faziam parte do zodíaco, pois suas órbitas se colocavam no mesmo plano da órbita da Terra. O zodíaco então é dividido em doze constelações, que são percorridas pelo Sol, uma vez por ano.




Na maçonaria as colunas do zodíaco no templo simbolizam o homem em seu desenvolvimento, passando pela jornada de desenvolvimento da sua vida desde o nascimento até sua passagem para o oriente eterno, além desse temos também o significado exotérico de cada signo em seu corpo ressaltando sua conexão com o corpo do homem.

Dentro do templo, o zodíaco não é apenas um ornamento. As colunas zodiacais que vemos não estão ali por acaso. Elas representam a jornada do homem – desde o nascimento, passando pelo crescimento, pelas experiências, pelas lutas internas e externas – até o momento em que ele retorna ao Oriente Eterno. O caminho pelo zodíaco é, na verdade, o caminho de cada um de nós.

Cada signo do zodíaco também rege uma parte do corpo humano. Isso nos mostra que não somos separados do universo – pelo contrário, somos feitos da mesma matéria das estrelas. O que acontece lá em cima, também vibra aqui dentro.

Veja como cada signo conversa com o nosso corpo:

Áries: a cabeça – o impulso de nascer, de agir, de começar. O fogo que nos empurra pra frente.

Touro: pescoço e garganta – a voz, o sustento, a estabilidade. O prazer de estar no mundo.

Gêmeos: braços e pulmões – a comunicação, a troca, o sopro da vida. 

Câncer: o peito e o estômago – o abrigo, o afeto, o alimento da alma e do corpo. 

Leão: o coração – o centro, o brilho, o amor próprio e a coragem. 

Virgem: o sistema digestivo – o cuidado, a organização, o detalhe, a saúde. 

Libra: os rins e a lombar – o equilíbrio, a justiça, o outro, o espelho. 

Escorpião: os órgãos sexuais – a morte e o renascimento, o mistério, a entrega. 

Sagitário: as coxas – o movimento, a filosofia, o horizonte que se expande. 

Capricórnio: os joelhos e os ossos – a estrutura, a responsabilidade, a escalada. 

Aquário: tornozelos – a liberdade, o grupo, o novo que pulsa. 

Peixes: os pés – a entrega, o fim do ciclo, o retorno à fonte.

O corpo, como o templo, guarda segredos. E o zodíaco é uma das chaves para acessá-los.

O “ciclo dos animais” – essa espiral sagrada que nos envolve desde o momento em que respiramos pela primeira vez – é muito mais do que um mapa astral ou um conjunto de símbolos antigos. Ele é o roteiro silencioso da alma em sua jornada pela matéria. É o convite do céu para que olhemos para dentro.

Assim como o Sol caminha pelas constelações, o iniciado caminha por dentro de si.

Cada signo, cada parte do corpo, cada experiência – tudo isso nos aponta para uma mesma direção: o centro. E o centro é o lugar onde céu e terra se encontram. Onde o homem se reconhece não como um simples espectador do universo, mas como parte viva dele.

Talvez, no fim das contas, o zodíaco seja apenas um espelho que os antigos penduraram no céu. Um espelho onde podemos ver, com clareza, o rosto da nossa própria evolução.

E assim seguimos, passo a passo, signo a signo, parte a parte… Transformando carne em consciência, instinto em sabedoria, e tempo… em eternidade.

 Otanes Barcelos