quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

CARTA A UM CONVIDADO : INGRESSO NA MAÇONARIA




Caro Amigo:
Imagino tua perplexidade ao convite que te fiz. Afinal, não dispor de nenhuma informação sobre o grupo a que estás convidado a ingressar deve causar um desconforto e muita curiosidade.
Pensando nisto é que me animo a te escrever algumas linhas. Elas não irão desvendar mistérios que existam ou que imaginas, até porque em aceitando o convite é que irá, pelo teu esforço, trabalho e estudo, pessoalmente desvendá-los.
Para facilitar teu entendimento, abordarei em tópicos o que pretendo, e posso te anunciar.
PERFIL DO GRUPO
Historicamente a sociedade humana tem se organizado por grupos de interesse: religiosos, políticos, econômicos, etc… Ao mesmo tempo em que um ou mais de um determinado interesse caracteriza um grupo, origina também antagonismo entre um grupo e outro.
A História é densa em exemplos de conflitos deste tipo. O próprio caráter religioso protagonizou embates e incoerências cruéis “em nome de Deus”.
Ora, que pensas de poder reunir homens que professam as mais variadas religiões, mas que aceitam “por acordo” denominar o Ente Supremo como sendo o Grande Arquiteto do Universo e que aceitem a partir deste ponto comum praticar a tolerância e nunca tentar impor a outrem sua religião e seus ritos? Já teremos aí dirimido um fator histórico de divisão entre os homens! Concordas?
Outro aspecto que te apresento para análise é a própria composição de um grupo. Normalmente eles são compostos por uma característica de afinidade entre seus componentes. Este de que te falo tem a proposta de multidisciplinaridade.
Sem que haja predominância de um matiz sobre outros se busca médicos, dentistas, engenheiros, professores, advogados, empresários, comerciários, operários. Enfim a tônica é que a possibilidade de troca entre seus componentes sejam propulsoras do aprimoramento individual e coletivo. No entanto, cuidado não imagine que haja uma forma ou receita para este aprimoramento. Já no início desta te alertei de que dependerá de cada um estar atento às situações de aprendizado e crescimento delas maximizar seus resultados.
Este aprendizado deverá chegar aos limites do Livre Arbítrio, portanto de uma maturidade instalada e instrumentalizada para estar permanentemente “à disposição” de atuar em prol de avanços, de progresso, de combate ao obscurantismo, de combate ao autoritarismo, em prol de direitos universais individuais e coletivos, em busca incessante de justiça. Deves estar pensando quão difícil é compor um grupo de homens que busquem estes princípios e que não estejam diferenciados e divididos na forma de buscá-los.
Pois bem, é necessário aí novo acordo! Já ouviste alguma citação do tipo “… sou totalmente contrário ao que pensas, mas defenderei com minha própria vida o direito que tens de pensar assim”? Pois este é o acordo! Independente da concepção política, econômica ou filosófica de um membro do grupo este respeita o direito do outro pensar diferente.
Este respeito é originado pela convicção do outro. Posso imaginar que meu irmão esteja enganado, mas parto sempre do pressuposto de que ele está convicto e ao defender o que pensa o faz honestamente. Portanto só posso pretender uma mudança pelo convencimento e para tanto deverei buscar a forma e os argumentos adequados.
Vês, assim é possível funcionar com harmonia um grupo formado de homens que pertençam: a partidos políticos diferentes, a times de futebol diferentes, a igrejas diferentes, a escolas de samba diferentes, etc…
Outra característica que deves conhecer é a de que estes homens se tratam com fraternidade e buscam apoiarem-se mutuamente para atingirem seus objetivos. Nada mais natural já que a luta de um é a luta de todos e em prol da sociedade.
Cuidado novamente é preciso deixar claro que este auxílio mútuo não se aplica a outros objetivos que não sejam comuns. Está aí uma diferenciação transparente e definitiva de grupos escusos e corporativos.
Através de caracteres próprios estes homens identificam-se em qualquer parte do mundo, reconhecem-se como irmãos e se tratam como tal.
IMAGEM EXTERNA DO GRUPO
Pelo que já conversamos até aqui podes imaginar quanto de superstição, de incorreções, de invencionices e de distorções são propagadas a respeito deste grupo.
Imagina quantos interesses foram desestabilizados pela ação de homens livres. Libertação de nações, lutas libertárias, movimentos abolicionistas, campanhas, etc…
A ação de homens livres carreou a ira e a reação de monarcas, governantes, igrejas e outros…
Portanto, a partir da ótica dos ameaçados de perder o poder discricionário era preciso combater, difamar e expor ao ridículo com informações que, incorretas, mas assustadoras, pudessem convencer a opinião pública mantendo-a atrelada ao discurso dos difamadores.
Convenhamos aos que dominam por crendice e engodo um grupo de homens livres, corajosos, libertários e coesos representava, realmente, um sério risco.
CARÁTER SECRETO DO GRUPO
Penso que quase seria desnecessário comentar que por tudo o que já conversamos é evidente que este grupo de homens não poderia andar circulando com crachá no peito em meio a tantos obstáculos que hoje ainda perduram e que em outros tempos foram muito mais perigosos.
Portanto, o grupo é fechado e não secreto. Suas ações e a identificação pública de alguns de seus componentes acontecem, quando acontece, vários anos ou décadas após os fatos. Até porque o anonimato é cultuado mais como uma virtude que uma omissão ou fuga.
Assim a entrada de um novo membro é por decisão dos demais que observando alguém e suas ações na sociedade convidam-no. Nunca alguém bate a porta e pede entrada. Isto funciona como um mecanismo de manutenção da qualidade de recrutamento e, portanto manutenção da homogeneidade do grupo.
FATOS ATRIBUÍDOS AO GRUPO E PERSONAGENS PÚBLICOS
Para que analises as parcerias a que estarás submetido e conheças algumas ações que nos são atribuídos posso citar: Revolução Francesa, Inconfidência, Independência do Brasil, República, Movimento Abolicionista no Brasil e no Mundo.
Entre personagens públicos posso citar:
SIMON BOLÍVAR, BENJAMIN FRANKLIN, GARIBALDI, GOETHE, THOMAS JEFFERSON, ABRAHAM LINCOLN, FRANZ LISZT, MOZART, SAN MARTIM, MARK TWAIN, GEORGE WASHINGTON, SALVADOR ALLENDE, NEILL ARMSTRONG, LORD BADEN POWELL, WISTON CHURCHILL, ALEXANDRE FLEMING, FRANKLIN D. ROOSEVELT, JOSÉPHINE BAKER, PROUDHON, JEAN MOULIN, FREDZELLER, MARIA DERAISMES, ESQUIROL, MARAT, MONTESQUIEU, VOLTAIRE, JOSÉ BONIFÁCIO, JOAQUIM GONÇALVES LEDO, TIRADENTES, BENTO GONÇALVES, RUY BARBOSA,…
Estes são apenas alguns, dos quais me recordo sem lançar mão de bibliografia.
AÇÃO PÚBLICA DO GRUPO
Diferentemente do que pensam muitos os grupos não age institucionalmente na sociedade. Com exceção de ações filantrópicas e educativas, sempre anônimas, todas as demais ações são individuais e reflexos da postura consciente e cidadã de cada membro, mesmo que outros membros do grupo estejam a apoiá-lo.
Lê-se que a independência do Brasil foi anunciada entre o grupo antes mesmo de D. Pedro I, dar o grito. Isto não significa, no entanto, que fosse uma ação institucional do grupo. Significa apenas que muitos de seus membros defendiam esta causa, tinham muitos outros a apoiá-los e estavam em posições estratégicas para levar adiante sua consecução.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Bem, após toda caracterização, possível, é preciso que tenhas claro uma condição definitiva e importante. Este grupo é uma sociedade de HOMENS, especiais, mas HOMENS. Não é uma sociedade de SEMIDEUSES como muitos se imaginam e outros acreditam.
A condição humana, por mais que haja seleção, carrega contradições, imperfeições e isto se refletem nas ações individuais dentro do grupo. A humildade está em reconhecer estas deficiências e buscar um constante aprimoramento capaz de superá-las e atingir os objetivos a que o grupo se propõe.
Então? Estás mais seguro para tomar tua decisão? Espero que sim, pois até onde me é possível te explicitei minha visão a respeito e minhas convicções.
Deves ter entendido porque te faço o convite e o quanto espero ter-te como parceiro nesta proposta.


Autor desconhecido



CRÉDITOS : http://www.comunidademaconica.com.br/




sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

IGUALDADE

A Igualdade na Maçonaria

Tema querido e sempre presente na vivência maçônica é a questão dos símbolos. A Ordem Maçônica é a única instituição iniciática que usa como símbolos, no labor interminável de aperfeiçoamento de seus participantes, os instrumento da construção civil, sugerindo a elevação de um templo universal, dedicado à humanidade, mas também vislumbrando o Templo interior do Homem.
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A perfeita igualdade entre os maçons, por exemplo, é representada pelo Nível, que aplicado com sabedoria e elegância pelo governo da Oficina, destina-se a igualar a todos na missão sublime de erguer templos à virtude... Ninguém é superior a ninguém, embora alguns suportem carga maior de responsabilidade.
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A personalidade humana é, por assim dizer, o revestimento pétreo, mundano, que esconde o Homem Universal, semelhante à divindade e objeto da busca maçônica. O Malho e o Cinzel são símbolos desse trabalho que temos de executar até o fim da vida, e que, se bem realizado, nos premia, a cada momento, com maior dose de felicidade.
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A vestimenta do Maçom, o avental, também símbolo importante, não deve ser maculada com palavras ou pensamentos provindos da ociosidade mental, dominada pelas distinções mundanas, que “aqui, não as conhecemos”. A bata, o macacão, a toga, a farda, o fardão, a japona nada dizem do coração de quem os veste. O que interessa à Maçonaria é a roupagem etérea da virtude e da verdade, que circula em nossas Lojas purificando os sentimentos.
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De fato, é um tanto cansativo à mentalidade secular, envolvida com as exigências do mercado em termos de competitividade e personalismo, compreender o nobre mister do maçom na constante afirmação de seus princípios e postulados e na prática diária que os justifiquem , mas é esse o destino irrecorrível do homem livre e de bons costumes, como dizemos nós, no âmbito da nossa centenária Instituição.
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Este momento, que impele a cristandade para as comemorações natalinas, apresenta-se como oportunidade singular para que, com o justo emprego dos nossos símbolos, dediquemos nossas ações, nossas palavras e nossos pensamentos a reforçar o ideal maior de cada integrante do gênero humano: a perene felicidade!
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Marcos José da Silva
Grão-Mestre Geral 
Grande Oriente do Brasil

Fonte : Site do Grande Oriente do Brasil 

LIBERDADE


Liberdade significa o direito de ir e vir, de acordo com a própria vontade, desde que não prejudique outra pessoa, é a sensação de estar livre e não depender de ninguém. Liberdade é também um conjunto de idéias liberais e dos direitos de cada cidadão.
Liberdade é classificada pela filosofia, como a independência do ser humano, o poder de ter autonomia e espontaneidade.A liberdade é um conceito utópico, uma vez que é questionável se realmente os indivíduos tem a liberdade que dizem ter, se com as mídias ela realmente existe, ou não. Diversos pensadores e filósofos dissertaram sobre a liberdade, como Sartre, Descartes, Kant, Marx e outros.
No meio jurídico, existe a liberdade condicional, que é quando um indivíduo que foi condenado por algo que cometeu, recebe o direito de cumprir toda, ou parte de sua pena em liberdade, ou seja, com o direito de fazer o que tiver interesse, mas de acordo com as normas da justiça.
Liberdade na Maçonaria
Maçonaria é uma instituição filosófica"; "o caráter principal do maçom é ser livre e de bons costumes"; "O objeto essencial da Maçonaria é, na verdade, sua ação moral"; "Maçons fazem um estudo sereno e sério dos fenômenos históricos da religião e política"; "trabalham para o advento de novas idéias"; "a inteligência é, para nós, a mais perfeita manifestação da vida"; "... onde o ensino é permanente, não pela palavra do presidente e do orador, mas, principalmente, pelo trabalho do adepto"; "A fecundação das idéias se faz no silêncio"; "A amizade fraternal, que liga os bons maçons, é o laço de união da ordem maçônica". O que vem a ser liberdade maçônica? Em resumo, a liberdade maçônica preconiza o amor fraternal como única solução para todos os problemas da humanidade: sinônimo de liberdade; causa de igualdade; razão da fraternidade.

São três os aspectos onde se desfruta da mais ampla liberdade: consciência, espiritualidade e pensamento. Nenhum déspota pode mudar ou censurar o que se passa na mente do cidadão. Legisladores podem escrever as leis mais perfeitas que estas são nada perante a vontade individual. Apenas o próprio cidadão pode sabotar-se ou libertar-se no recôndito de seus processos mentais; é o trabalho na pedra bruta; o autoconhecimento. Daí ser lógico afirmar que a Maçonaria não dá nada para ninguém; todo progresso pessoal é resultado de esforço individual e intransferível. A liberdade jaz dormente na memória das pessoas, é parte do projeto da criatura, basta uma leve provocação para despertá-la; é o que ocorre nos debates entre os obreiros na sublime instituição. A Maçonaria entra com o sistema, o local, as ferramentas; o adepto com sua alma, coração e mente. Liberdade é resultado da convivência fraterna de pessoas em busca de sua liberdade individual.

Liberdade maçônica não é aquela em nome da qual já foram cometidos os mais perversos crimes, opressão, desajuste social, desequilíbrio e desilusão. Liberdade maçônica reside no pensamento. É nos processos cognitivos que qualquer cidadão torna-se absolutamente livre. É isto que o sistema da Maçonaria tenta - poucos o percebem - inculcar na mente de seus adeptos. É pelo pensamento que a Maçonaria liberta o homem para sua função de edificador social. É do pensamento, da conceituação deísta da Maçonaria, que nasce a noção, o conceito de Supremo Arquiteto do Universo, a síntese de liberdade absoluta e que permite a convivência pacífica dos seres humanos. É pelo amor fraterno que o homem torna-se digno do sopro de vida que anima seu trabalho sobre a superfície paradisíaca deste lindo planeta azul, o qual se desloca numa velocidade vertiginosa a um destino desconhecido. Cabe a criatura fazer parte nesta viagem pelo espaço infindo desfrutando de liberdade absoluta em seu pensamento e de liberdade relativa em suas relações com as outras criaturas da biosfera terrestre.

Liberdade em Ética

Em ética, liberdade é relacionado com responsabilidade, uma vez que um indivíduo tem todo o direito de ter liberdade, desde que essa atitude não desrespeite ninguém, não passe por cima de princípios éticos e legais.

Liberdade na Filosofia

Segundo a filosofia, liberdade é o conjunto de direitos de cada indivíduo, seja ele considerado isoladamente ou em grupo, perante o governo do país em que reside; é o poder qualquer cidadão tem de exercer a sua vontade dentro dos limites da lei.

Liberdade pelos Filósofos

Diversos filósofos estudaram e publicaram suas obras sobre a liberdade, como Marx, Sartre, Descartes, Kant, e outros. Para Descartes a liberdade é motivada pela decisão do próprio indivíduo, mas muitas vezes essa vontade depende de outros fatores, como dinheiro ou bens materiais.
Segundo Kant, liberdade está relacionado com autonomia, é o direito do indivíduo dar suas próprias regras, que devem ser seguidas racionalmente. Essa liberdade só ocorre realmente, através do conhecimento das leis morais e não apenas pela própria vontade da pessoa. Kant diz que a liberdade é o livre arbítrio e não deve ser relacionado com as leis.
Para Sartre, a liberdade é a condição de vida do ser humano, o princípio do homem é ser livre. O homem é livre por si mesmo, independente dos fatores do mundo, das coisas que ocorrem, ele é livre para fazer o que tiver vontade.
Karl Marx diz que a liberdade humana é uma prática dos indivíduos, e ela está diretamente ligada aos bens materiais. Os indivíduos manifestam sua liberdade em grupo, e criam seu próprio mundo, com seus próprios interesses.
Fontes : Portal Maçônico Orvalho do Hermon
         Significados.com.br

FRATERNIDADE



A fraternidade é um conceito filosófico profundamente ligado às ideias de Liberdade e Igualdade e com os quais forma o tripé que caracterizou grande parte do pensamento revolucionário francês. Vale lembrar que dos três, foi o único que não esteve no lemaI luminista, que era "Liberdade, Igualdade, Progresso".
A ideia de fraternidade estabelece que o homem, como animal político, fez uma escolha consciente pela vida em sociedade e para tal estabelece com seus semelhantes uma relação de igualdade, visto que em essência não há nada que hierarquicamente os diferencie: são como irmãos (fraternos). Este conceito é a peça-chave para a plena configuração da cidadania entre os homens, pois, por princípio, todos os homens são iguais. De uma certa forma, a fraternidade não é independente da liberdade e da igualdade, pois para que cada uma efetivamente se manifeste é preciso que as demais sejam válidas.
A fraternidade é expressa no primeiro artigo da Declaração universal dos direitos do homem quando ela afirma que todos os homens nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e de consciência e devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.
A palavra é eventualmente confundida com a expressão caridade e solidariedade, embora elas tenham significados radicalmente diferentes. A fraternidade expressa a dignidade de todos os homens, considerados iguais e assegura-lhes plenos direitos (sociais, políticos e individuais).
Há alusões históricas de que a Maçonaria participou efetivamente da revolução Francesa, Malapert, orador do Supremo Conselho da França, escreveu em 1874, na revista La Chaine d´Union, " Para a prática da vida, procuramos uma formula capaz de reunir todas as condições desejáveis:“Liberté, Egalité, Fraternité” (“Liberdade, Igualdade, Fraternidade”). é a que melhor corresponde às aspirações dos maçons". Que foram aceitas por todas as Lojas e os grandes homens da Revolução, maçons em grande parte, adotaram-na para divisa da República Francesa.
A ideia de afecto, união, carinho ou parentesco entre irmãos estava presente na palavra correspondente no grego comum do primeiro século - adelfótes. Segundo o apóstolo Pedro era o tipo de união que identifica os verdadeiros cristãos. - 1Pedro 2:17


Fonte : Wikipédia

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

O NATAL E A MAÇONARIA

CLIQUE E OUÇA NOITE FELIZ 
CONJUNTO NATALINO
Noite Feliz by Conjunto Natalino on Grooveshark




O final do ano está chegando e todos nos preparamos para comemorar a maior festa da Cristandade - o Natal.
 No ano 336 a comemoração do Natal no dia 25 de dezembro já era assinalada por um almanaque cristão para celebrar o nascimento de Cristo, o Sol da Justiça .
 Na Roma pagã, o dia 25 de dezembro era a data instituída pelo Imperador Aureliano, no ano 274 D.C., para a festa dedicada ao Sol (natalis solis invicti ou nascimento do sol invencível - ou invicto), logo a seguir ao solstício de inverno no hemisfério norte, que ocorre a 21 de dezembro .
 Os costumes ligados à celebração do Natal são resultantes das influências da festa da Natividade de Cristo com as comemorações pagãs - solares e agrícolas - do solstício de inverno. No mundo Romano, as Saturnálias eram a ocasião para a confraternização, enfeitando-se as casas com luzes, ramos verdes e pequenas árvores. Presentes eram também oferecidos às crianças e aos pobres.
Aos costumes solsticiais, somaram-se os ritos Germânicos e Celtas, quando as tribos Teutônicas invadiram a Gália, e a Bretanha.
 As árvores, como símbolos da sobrevivência da natureza, datam do sec. VIII, quando São Bonifácio cristianizou a Germânia, e a árvore de Natal substituiu o carvalho sagrado de Odin. A partir do sec. XIX, as comemorações natalinas no mundo ocidental tornaram-se cada vez mais populares e mais comerciais. Atualmente o Natal, cujo patrono é São Nicolau - o Papai Noel - é a festa da família e das crianças.

 Todos encaramos o Natal como a época do ano em que mais prevalecem os sentimentos de Paz e de Boa Vontade entre os Homens. Sem dúvida que isto é correto. Mas o Natal é muito mais do que isso.
 Basta lembrar que os deveres do Maçom para com o próximo incluem o socorro aos necessitados. Devemos também lembrar que todo o socorro  negado aos necessitados é um perjúrio para o Maçom.
 Assim, esta é a ocasião apropriada para refletir sobre o que fizemos e sobre o que deveríamos ter feito durante  todo o ano. Mais importante ainda, este é o momento de estabelecer nossos objetivos para o ano que se aproxima. E isto não só individualmente, mas também como Instituição que se proclama Filantrópica, Filosófica, Educativa e Progressista.
 Esta assistência aos necessitados não pode ser restrita ao mínimo necessário que lhes assegure a sobrevivência. Ela deve ser estendida à saúde, à educação profissional, à moradia.

 Nenhuma instituição se pode proclamar Iniciática se não lutar pelo bem-estar da sociedade que nos cerca, isto é, do Homem. Para nós, o homem que vem em primeiro lugar é o Homem-Maçom. Para tal, nossa Ordem deve fundar e manter Hospitais, Asilos, Creches e Escolas.
 Lamentavelmente, constatamos que, a não ser algumas poucas entidades beneficentes patrocinadas pela Maçonaria em Goiânia, em Uberaba, no Rio de Janeiro, em Campina Grande, em Belo Horizonte e em São Luiz do Maranhão, elas praticamente não existem, em um país tão vasto e com tanta injustiça social como o nosso.
É claro que, a nível individual, todos podemos - e devemos - ser solidários com qualquer ser humano. No entanto, como Instituição, a Filantropia maçônica deve ser dirigida principalmente aos Irmãos e às suas famílias. Para tal, existe o Tronco da Viúva.
 Não podemos esquecer que em seus primórdios a Maçonaria era essencialmente uma corporação de auto-ajuda. Na Idade Média, quando a Europa era assolada por guerras, pela peste e pela falta de trabalho, já em 1459 os artigos 25,26,27 e 43 dos Estatutos de Ratisbonaestipulavam a criação pela Confraria dos Artesãos - a Ordem dos Canteiros - de um Tronco cujo produto era destinado ao amparo, em caso de doenças e de desemprego. A Grande Loja de Londres já em 1725 instituía a criação do Fundo Caritas, para auxílio aos Irmãos e suas famílias.
 Sabemos que, na grande maioria de nossas Lojas, o produto do Tronco de Beneficência é irrisório e para pouco dá, em termos de beneficência. Nossa Ordem é constituída essencialmente por Irmãos da classe média, sempre sacrificada nos países pobres. Por isso mesmo, é quase sempre muito pequeno o donativo da maioria dos Irmãos. Alguns há que, em dificuldades financeiras, nada colocam no Tronco.
 A grande questão é saber como resolver o problema. Por exemplo, na Loja Jean Sibelius, todos os Irmãos do quadro doam no mínimo o valor de R$ 5,00 para o Tronco. Se o Irmão não levar dinheiro nem cheque para a reunião, assina uma autorização para o Irmão Tesoureiro debitar este valor em sua conta corrente. É claro que a norma só válida para os Irmãos do Quadro. Para os visitantes, permanece  o antigo costume. Conforme informa o Irmão Xico Trolha, esta Loja só ajuda os Irmãos e/ou os seus familiares.
 A Caridade ou Filantropia, é uma das virtudes teologais e sua prática é fundamental ao aperfeiçoamento moral e espiritual do Maçom. Por isso mesmo, a ela estão obrigados todos os membros de nossa Instituição. A Caridade coloca o ser humano acima das diferenças étnicas, sociais ou políticas.
 Nossa antiga Irmandade sabiamente adotou rituais para melhor instruir e ajudar os Irmãos a converter em virtudes os defeitos e as falhas de caráter que são inerentes ao ser humano desde o seu nascimento.
 No entanto, seres humanos que somos, muitas vezes fazemos o oposto dos ensinamentos recebidos.  Em conseqüência disto, não existe um só de nós que não lamente algo que disse ou deixou de dizer ou algo que fez ou que deixou de fazer. Sobre isso, todos precisamos meditar seriamente.
 O Natal é o momento adequado para analisar a nossa situação em relação aos compromissos assumidos perante a Ordem e perante o Grande Arquiteto do Universo. Este é o momento certo para refletir se ao menos tentamos cumprir os deveres que a solidariedade maçônica  exige de nós. As conclusões a que chegarmos poderão ser decisivas em relação à nossa futura conduta.
 Durante os dias que faltam para o Natal, vamos também analisar se é correto que as nossas ações filantrópicas fiquem restritas a esta época maravilhosa ou se devemos pautar nossa vida pela prática contínua de tudo o que nos ensinam os nossos Rituais. Acima de tudo, lembremos que o verdadeiro trabalho maçônico  é aquele realizado em prol da humanidade.
 Esta é a única via pela qual poderemos materializar nossos propósitos de aperfeiçoamento espiritual.
Então, e só então, poderemos comemorar o Natal, felizes e com alegria, junto a nossos entes queridos, não esquecendo de dedicar algum tempo para cumprir o verdadeiro sentido do Natal - a veneração ao Menino Jesus.
 Que Deus, o Supremo Arquiteto do Universo, esteja presente em todos os lares, nos ilumine e nos abençôe.

Tenham todos um Bom, Santo e Feliz Natal.
Antonio Rocha Fadista
www.pedreiroslivres.com.br


quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

CONFRATERNIZAÇÃO FINAL DE ANO 2013

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Oiche Chiún (Silent Night) by Enya on Grooveshark Com muita alegria e descontração a Loja Maçônica Alpha e Ômega e sua especial Fraternidade Feminina , realizaram a Festa de Confraternização de Final de Ano  . Após a última sessão do ano no salão de Festas do Cecom , a família Alpha e Ômega se reuniu para comemorar mais um ano de convivência fraterna . Foi um ano que mais uma vez tivemos muitos ganhos , mas tivemos perdas irreparáveis na nossa família . Que o Supremo Arquiteto do Universo ampare a Família Alpha e Ômega neste final de ano nos dando saúde , paz e alegria .

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

O TRABALHO

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Watermark by Enya on Grooveshark


TRABALHO APRESENTADO PELO IRMÃO ARMANDO BIZINOTTO 

Meu pai trabalha até agora , e eu trabalho também .

Trabalho é qualquer atividade intelectual ou material , destinada a alcançar algum objetivo ou produzir alguma coisa . O trabalho , sendo uma lei Natural , ' constitui uma necessidade , e a civilização obriga o homem a trabalhar mais , porque lhe aumenta as necessidades e gozos ' .
Por trabalho se entendem não só as ocupações materiais executadas com auxilio do corpo físico , mas também as de natureza intelectual . Aliás , toda ocupação útil é trabalho . O trabalho , para o homem , visa a conservação do corpo e ao desenvolvimento da faculdade de pensar .
Nenhum indivíduo será capaz de atingir a redenção moral e intelectual sem o esforço próprio que é necessário ao equilíbrio humano . Sem o trabalho , viria o caos . Com o seu poder CO criador , isto é , em parceria com as leis do Supremo Arquiteto do Universo , o homem avança cada vez mais em busca da solução de seus problemas físicos e morais . O trabalho representa ação , movimento , que impulsiona o progresso .
Tudo na natureza é trabalho . Os próprios animais sob a influência do instinto ,
trabalham em benefício de sua própria conservação e do ecossistema .
A natureza do trabalho esta relacionada a natureza das necessidades . Quanto menos materiais são estas , menos material é o trabalho , sem que exista ociosidade , o que seria um suplício , em vez de ser benefício .
Ser gregário por natureza , o homem sempre viveu em sociedade . Nas eras primitivas , o homem era nômade , isto é , não tinha morada fixa , pois vivia de lugar em lugar , a procura de alimentos vegetais e da caça , morava em cavernas e vivia em bandos , para se protegerem das interpéries e dos outros inimigos naturais . As habitações , as terras , as águas e os bosques sempre dependeram do próprio esforço , ou seja do trabalho .
O trabalho deriva da raiz grega érgon , com sentido de ação e do latim tripalium, antigo instrumento de tortura , por isso a ideia primitiva do trabalho estava associada ao sofrimento , o que era muito comum entre os povos submetidos à escravidão , que se viam obrigados a trabalhar sem nada receber em troca .
Com o progresso da civilização , esse sentido modificou-se , evoluindo para esforço e depois para a obra . Hoje em dia , trabalhar , para muitas pessoas , é motivo de prazer , de realização , o que levam muitos a dizer : o importante não é fazer o de que se gosta , mas gostar do que se faz .
Mediante o trabalho , o homem modifica o seu meio , transforma seu habitat , cria melhores condições de conforto , cria necessidades novas . O trabalho , portanto , é um veículo de renovação , uma necessidade econômica e social outorgada ao homem para a construção de sua própria felicidade .
Sem o trabalho , o homem permaneceria estacionado na infância moral e intelectual , no estado de natureza . Com o trabalho , o homem prove o seu alimento , a sua segurança e o seu bem estar . O trabalho e a oração constituem as mais poderosas proteções contra o mal , uma vez que possibilitam ao espírito corrigir as imperfeições e disciplinar a própria vontade .
Os dessabores que o homem experimenta quando está no ócio é a estagnação da inteligência , a rotina , a sensação de inutilidade , o tédio e o crescimento do mal .
O limite do trabalho é o das forças de cada um . O repouso também decorre da lei natural , descanso necessário ao refazimento do corpo físico e do intelecto , que não se confundem com a ociosidade , que é descanso inoperante . A aposentadoria , por exemplo , vem a ser um prêmio ao esforço despendido pelo homem , que lhe proporciona o indispensável sustento nos dias de velhice , época em que se esvaem as forças , o poder criativo e a agilidade na execução das tarefas de subsistência .
É importante salientar que o declínio das atividades na velhice se deve ao desgaste do corpo físico , mas o espírito continua senhor de suas faculdades e do progresso alcançado .
O terceiro mandamento da Lei Mosaica , que se determina a santificação do sábado , representa a instituição do descanso semanal , medida útil destinada a proteger o corpo do esgotamento resultante do excesso de trabalho . Esta recomendação de Moisés , por inspiração de Forças Superiores , foi assinalada pelos Hebreus como um dia sagrado , místico, um dia específico da semana para descansar . Os Judeus , descendentes dos Hebreus , conservaram a tradição , a ponto de considerarem um atentado contra o Supremo Arquiteto do Universo trabalhar no sábado .
Jesus , entretanto , que trabalhava aos sábados , curando e consolando os enfermos , deixou bem claro que o sábado foi feito por causa do homem e não o homem por causa do sábado ., querendo dizer com isso que não é preciso um dia específico para descansar , pois que mesmo descansando , trabalhamos . A natureza , o corpo humano trabalha se cessar , o cérebro , o coração não para de trabalhar um minuto se quer . Os hospitais não fecham , estão sempre trabalhando , os bombeiros , os meios de transporte , etc...
Impossível , pois , parar o mundo por causa de um dia do calendário profano . O que importa é que todos descansemos , embora em dias alternados , de acordo com necessidades e conveniências de cada um , de sua profissão , de suas atividades , de seus limites .
Atualmente , com o progresso da medicina e das condições sociais , o homem vem aumentando cada vez mais sua expectativa de vida . Sendo assim , mesmo quando se aposenta , o homem não deve paralisar totalmente suas atividades . Deve , aproveitando-se da experiência adquirida , procurar substituir a sua rotina por alguma atividade edificante , embora mais leve e mais adequada as suas aptidões e gostos , de preferências em benefício do próximo , para que suas energias não venham a apodrecer , lançando-o na depressão e na sensação de inutilidade .
Poucas pessoas estão conscientes da importância dessa fase da vida , muitas param de trabalhar na plenitude de suas forças físicas , sem qualquer preparo psicológico para administrar o seu tempo livre , e acabam adoecendo ou enveredando-se em vícios perniciosos a saúde física e moral .
Meu pai trabalha até agora , e eu trabalho também .

Armando Bizinotto Neto
M.'.M.'.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

ELEIÇÕES NO CECOM ALFA E ÔMEGA




No dia 27 de Novembro conforme edital  , foi realizada  eleição para compor o Conselho Diretor do Centro Comunitário Alfa e Ômega , segue abaixo a relação dos membros eleitos e fotos dos trabalhos  .






Alpha e Ômega IRINEO DE PAULA WAISMANN Presidente
Liberdade e Justiça JULIANO NUNES PEREIRA Vice-Presidente
Alpha e Ômega CARLOS CRISTIANO DA SILVA RESENDE Diretor Secretário
Alpha e Ômega MARCOS FERREIRA VASCONCELOS Diretor Secretário Adjunto
Alpha e Ômega WELITON VITÓRIA DE LIMA Diretor Financeiro
Liberdade e Justiça VALDENE JUVENCIO PEREIRA Diretor Financeiro Adjunto
Estrela Uberlandense LOURISVALDO LOURENÇO DE CARVALHO Diretor Administrativo
Alpha e Ômega LINDOMAR APARECIDO F. OLIVEIRA Diretor Administrativo Adjunto
Alpha e Ômega JOÃO BATISTA DE OLIVEIRA Diretor Relações Comunitárias
Alpha e Ômega LEANDRO ZANATTA CARCANHOLO Diretor de Patrimônio
Fraternidade Uberlandense CARLOS TEODOR GARCIA STEIN CONSELHO FISCAL
Estrela Uberlandense MARCO AURELIO ABRAHÃO CONSELHO FISCAL
Alpha e Ômega DELCIO PEREIRA LIMA CONSELHO FISCAL
Liberdade e Justiça LUIZ MARTINS NETO CONSELHO FISCAL
Alpha e Ômega ANDERSON CARDOSO COSTA CONSELHO FISCAL