Com o intuito de registrarmos as Iniciações ocorridas na Loja Alpha e Ômega, e não postadas neste Blog, começamos hoje uma série de matérias para compartilhar com todos esses momentos .
No dia 08 de Agosto de 2017 a Loja Maçônica Alpha e Ômega, sob o comando do Venerável Mestre Aroldo Bolivar de Alvarenga, realizou a Iniciação de Isaias Ferreira dos Santos e Max Ferreira da Silva. A sessão contou com a presença de Irmãos representando Lojas Cô-Irmãs . Em ato contínuo a Fraternidade Feminina, liderada pela Cunhada Diomar Silva Alvarenga recebeu as Novas Fraternas : Anicéia Ferreira Reis e Quélida Godói Tavares Silva.
Abaixo fotos do evento:
segunda-feira, 16 de setembro de 2019
INICIAÇÕES DO TÚNEL DO TEMPO : DIONES , LINDOMAR E MAURÍCIO
Com o intuito de registrarmos as Iniciações ocorridas na Loja Alpha e Ômega, anteriores à criação deste Blog, começamos hoje uma série de postagens para compartilhar com todos esses momentos .
No dia 08 de maio de 2007, a Loja Maçônica Alpha e Ômega realizou a Iniciação de três novos membros. Sob o comando do Venerável Mestre Edson Alves ( Oriente Eterno ) e com a presença de muitos Irmãos visitantes representando várias Lojas Cô- Irmãs, os Neófitos Diones Marques de Jesus, Lindomar Ap. Furniel de Oliveira e Mauricio Rocha Silva Lemos foram iniciados , a Loja recebeu naquela data as Cunhadas Lilia Borges Medeiros, Lucimar Rodrigues F. Furniel e Walesca Maria M. Storti respectivamente .
Abaixo registro fotográfico .
No dia 08 de maio de 2007, a Loja Maçônica Alpha e Ômega realizou a Iniciação de três novos membros. Sob o comando do Venerável Mestre Edson Alves ( Oriente Eterno ) e com a presença de muitos Irmãos visitantes representando várias Lojas Cô- Irmãs, os Neófitos Diones Marques de Jesus, Lindomar Ap. Furniel de Oliveira e Mauricio Rocha Silva Lemos foram iniciados , a Loja recebeu naquela data as Cunhadas Lilia Borges Medeiros, Lucimar Rodrigues F. Furniel e Walesca Maria M. Storti respectivamente .
Abaixo registro fotográfico .
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INICIAÇÕES
quinta-feira, 12 de setembro de 2019
18 ANOS DA ALPHA E ÔMEGA 3402
AL PHA E ÔMEGA 18 ANOS
No dia 10 de Setembro de 2019 o Irmão Orador
Aldo Borges de Freitas, apresentou uma belíssima palestra sobre a fundação da
Loja Maçônica Alpha e Ômega, no momento em que a Oficina completa 18 Anos.
Como abertura o Irmão Aldo solicitou ao Irmão Secretário Rodrigo Campos Oliveira, que fizesse a leitura do livro Historia da Maçonaria , escrito pelo Irmão Antônio Pereira da Silva
, onde ele narra a fundação da Loja Alpha e Ômega sobre a ótica da história .
Durante a apresentação ele pediu aos Irmãos Irineo
de Paula Waismann, José Rubens Buiatti e André Luiz Borges também fundadores
presentes, para descreverem suas imprensões sobre a criação da Loja.
O Irmão Aldo começou dizendo que a história em geral, é sempre contada a partir do ponto de vista do historiador. Mas a narração do Ir.'. Antônio Pereira, conseguiu ser fiel aos princípios e acontecimentos que nortearam a fundação da Loja Maçônica Alpha e Ômega. Além do fato histórico narrado eu acrescentaria dois
aspectos de realce dessa sublime Loja: 1º
- A Alpha e Ômega foi uma das poucas Lojas no nosso Oriente que NÃO se formou
por causa de dissidências. 2º - O motivo primitivo de sua existência, e que era
bem claro para seus fundadores, era apoiar as obras assistenciais do Centro
Comunitário Alfa e Ômega, manter a integridade do seu patrimônio, e estabelecer
na cidade, mais um importante espaço maçônico, como de fato hoje é. As Lojas
que para aqui vieram, todas foram exortadas para esse fim, antes de serem
admitidas como companheiras nessa importante tarefa.
Quatro Irmãos fundadores hoje ainda permanecem ativos no nosso quadro,
3 tiveram que se ausentar naqueles primeiros momentos, por motivo de trabalho:
O Irmão
Irineo foi para o Japão, O Irmão Zé Rubens foi comprar arroz no Mato Grosso e o
Irmão André, foi para Itumbiara, trabalhar numa indústria de transformação de
couros. Mas são irmãos que foram capazes de sentir o clima Alpha e Ômega, mesmo
estando distantes, e suas percepções sobre a Loja são de suma importância para todos
nós.
Ao Irineo ele perguntou
:
A Loja
Maçônica Alpha e Ômega foi fundada dentro do espírito exotérico dos fundadores
do Centro Comunitário Alfa e Ômega, e por isso mesmo assumiu de cara o mesmo
nome para não se desgarrar dos seus princípios.
Você foi
o primeiro tesoureiro da Loja. Fale para nós de suas lembranças e suas
expectativas.
O Irmão
Irineo relatou a todos os presentes sobre as dificuldades encontradas no início
em relação as finanças da Loja, sendo que muitas vezes os fundadores precisaram
colocar recursos próprios para atender as necessidades do momento, ele próprio
enviava do Japão as suas mensalidades durante o período que esteve naquele país,
sempre pesando na manutenção da Loja.
Ao José Rubens ele
afirmou :
O Rito
Brasileiro adotado pela Loja é chamado de Rito Teísta e tem uma característica
que vale ressaltar: Enquanto o Rito Deísta, (Rito Escocês) acredita que os
seres, uma vez criados pelo Grande Arquiteto do Universo, passam a evoluir por
si mesmos, e sem a interferência da Entidade Criadora, um Rito Teísta, como o
Rito Brasileiro admite não só a existência de um Deus Criador, mas
principalmente, a sua ação providencial no Universo. O Teísmo aceita, portanto,
que o Supremo Arquiteto do Universo age sobre o mundo físico e sobre as
pessoas, constituindo-se assim em uma quase doutrina religiosa, na medida em
que busca o aprimoramento moral e espiritual do homem, através do contato e da
ligação com Deus.
Ser um Rito Teísta como é o nosso Rito
Brasileiro significa aceitar práticas litúrgicas, cerimônias e doutrinas que se
assemelham às religiões.
Um
exemplo disso é o acendimento das velas branca, vermelha e azul que em magia,
representam a sabedoria (branca), a força (vermelha) e a beleza (azul), e que
evocam a presença das luzes do Supremo Arquiteto do Universo entre nós, através
dos seus três principais atributos que
são: a Onisciência, a Onipotência, e Onipresença.
O Irmão
José Rubens lembrou que nosso Irmão
fundador Klinger Porfírio, hoje no Oriente Eterno, falava que se fosse
possível, nós deveríamos abrir o Evangelho Segundo o Espiritismo, ou mesmo o
próprio Livro da Lei, aleatoriamente, e fizéssemos comentários na Ordem do Dia
sobre o assunto que aparecesse na página aberta.
Isso se
deve a crença religiosa da maioria dos
Irmãos do quadro, falou também das proteções que se formaram em torno da Loja,
devido a Egrégora criada pelos seus fundadores e os Irmãos do quadro atualmente,
sempre com o pensamento no mesmo objetivo, direcionar a Loja para a prática do
Amor e da Caridade. Reafirmou também que Tudo que está em cima é do mesmo jeito
que está em baixo ...
Ao Irmão André Borges
ele questionou :
Nós
sabemos que tudo que fizermos de bom, é isso que receberemos, assim como o que
fizermos de mau, é isso que receberemos pelas leis físicas de causa e efeito.
Também
acreditamos na formação de uma Loja Maçônica nos planos superiores, sempre que
abrimos os trabalhos e estabelecemos nossa egrégora.
Essa
premissa pode se amparar no Livro da Lei onde encontramos em Mateus 18:18 a
seguinte informação:
“Em
verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo
que desligardes na terra será desligado no céu”
A nossa Loja e nós, os obreiros, temos permanecido
fieis a esses valores?
O Irmão André falou da NOSSA PROTEÇÃO:
Sempre
que uma alma nasce na Terra há uma lei do plano espiritual que assegura a permanência
de um espírito mais elevado que vem zelar por ela durante toda a sua existência
física. A vida humana seria por demais complicada, dura a atribulada se de vez
em quando não recebêssemos um influxo suave e revitalizante que vem dos seres
angelicais.
Por
isso, nos é enviado um ser espiritual que fica conosco desde o momento do
nascimento até o dia de nossa morte, e frequentemente vem nos receber até mesmo
logo após nosso desencarne. Algumas vezes, o mesmo protetor pode permanecer com
uma pessoa por várias existências físicas, se assim for determinado.
Assim
é nossa querida Alpha e Ômega, o encontro de determinadas pessoas que
conviveram em vidas passadas pode ter sido um fator desencadeante para a
emergência de muitas recordações de vidas passadas. Esse encontro é, na
realidade, um reencontro, que pode ter ocorrido não apenas em uma, mas em
muitas vidas passadas, pelo menos com alguns de seus preceptores.
Esse
reencontro gerou certa confusão e angústia nos irmãos, além de algumas
somatizações físicas. Por outro lado, permitiu um reconhecimento de muitos que
amamos. O amor não surgiu ali, naquele momento, ele é um encontro que traz uma
bagagem de lembranças positivas e negativas, formando uma torrente forte de
emoções, sensações e pensamentos causando impressões bem intensas.
Assim,
era necessário criar uma relação sadia entre os irmãos, relação essa que
necessitava de responsabilidade em cada função assumida e desempenho com zelo e
atenção.
O
caminho mais realista para um melhor êxito era nos preparar para desenvolver
uma percepção, mas inteligente e rica de crenças a respeito de todos os
problemas que surgiam em nossa volta.
Tínhamos
a necessidade da beneficência e da caridade para o nosso desenvolvimento
humanitário.
NASCEU A LOJA ALPHA E OMEGA
A
Loja Maçônica Alpha e Ômega foi fundada em 07.09.2001, dentro do espírito
exotérico dos fundadores do CECOM e tendo desenvolvida pelos seus fundadores,
os quais declinamos os nomes:
ALDO BORGES DE FREITAS
ALUIZ FRANCISCO DE SOUZA
AMINTAS DE ARAUJO XAVIER
ANDRE LUIZ BORGES
ANGELO CONTINO
ANTÔNIO FARAH
ANTÔNIO RONY HENRIQUES
ARLINDO MELO FILHO
CUSTÓDIO DIAS DE OLIVEIRA
EDISON DIVINO DE QUEIROZ
EDSON ALVES
ERECRI HUMBERTO QUEIROZ
EURIPEDES MARTINS DA COSTA
HERMILON MIRANDA MOTA
HIRAN SORESINI FILGUEIRAS
IRINEO DE PAULA WAISMANN
JOSÉ ANTÔNIO DE SOUZA ALVES
JOSÉ RUBENS BUIATTI
JUAREZ ANTÔNIO DIAS
JÚLIO DA COSTA MAURO
KLINGER PORFÍRIO ALVES
MARCO AURÉLIO DOS SANTOS BARROS
MARCOS AURÉLIO FERREIRA S. PAIVA
MÁRIO LÚCIO SALUM
MAURO DE SOUZA
RAMON TADEU CARVALHO BUCCI
RICARDO OCHOA OLIVEIRA
SILVIO ROSA JUNIOR
ATOS DO DIA 07.09.2001
ü Pedido de autorização
para funcionamento provisório da Loja;
ü FUNDAÇÃO DA LOJA-
Pedido de concessão da Carta Constitutiva;
ü Assinatura do Termo de
Compromisso de frequência aos trabalhos da Loja;
ü Balaústre nº
01/2001/2002 da Sessão de Fundação da Loja, onde estão descritos o
“Estandarte”, “Timbre da Loja”,
V∴M∴
Prov∴ M∴I∴
Aldo Borges de Freitas
1º∴Vig∴
Prov∴ M∴M∴
Klinger Porfírio Alves
2º∴Vig∴
Prov∴ M∴M∴
Mário Lúcio Salum
Secret∴
Prov∴ M∴M∴
André Luiz Borges
Orador
Prov∴ M∴M∴
José Rubens Buiatti
Tesour∴
Prov∴ M∴I∴
Irineo de Paula Waismann
Chanc∴
Prov∴ M∴M∴
Erecri Humberto de Queiroz
Nascia,
oficialmente, a nossa Loja Maçônica Alpha e Ômega.
Com
ela tivemos coragem para levantar e prosseguir viagem...
Não
desperdiçamos chances de avançar...
Não
deixamos escoar todas as possibilidades...
Não
perdemos oportunidades com gestos extremos ou impensados...
Sempre
reavaliamos nossas chances...
Nos
tempos atuais, recomeçar tudo e acima de tudo, encontrando dentro de nós
mesmos, motivos que nos possibilitarão o conhecimento é uma arma indispensável
para encarar nossas próprias verdades.
Há
aqueles cujos desejos se cumprem. O que interessa é desejar, por mais que nada
haja e concreto. A perseverança torna os desejos em realidade.
Que
a nossa vida seja de Paz, Fé e Esperança.
Para
você minha querida e amada Alpha e Ômega que está concluindo mais um ciclo
neste dia 07 de setembro, desejo LUZ e AMOR nessa nova etapa, aproveite toda a
energia que está sendo disponibilizada para você, pois o teu caminho é repleto
de flores.
Nós
te abençoamos com nossa LUZ.
sexta-feira, 6 de setembro de 2019
TRABALHO APRESENTADO PELO IRMÃO MAX FERREIRA
No dia 03 de Setembro de 2019 o Irmão Max Ferreira da Silva apresentou na Loja Maçônica Alpha e Ômega o trabalho abaixo sobre a participação da Maçonaria na Independência do Brasil :
IRMÃO MAX FERREIRA
A MAÇONARIA E A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL
Inicialmente, gostaríamos de esclarecer que, quando falamos
nos feitos da Maçonaria, queremos dizer sobre os Maçons que agiram de forma
organizada, mas muita das vezes, de maneira isolada.
Alguns autores entendem que, a história de nossa
independência política começou com a vinda da família real portuguesa para o
Brasil. Entretanto, para outros historiadores maçons, esse processo teria
começado muito antes, ou seja, já em 1724, com a fundação da Academia Brasílica
dos Esquecidos.
Podemos dizer que, a Independência do Brasil foi sendo
construída ao longo de um século, sob fortes influências maçônicas, a qual foi,
paulatinamente, ganhando força. Começara, mesmo que timidamente, com a primeira
organização ou associação, que escondia em sua essência o ideal de libertação
do Brasil de Portugal.
Inicialmente, foram criadas associações revestidas de serem
literárias ou beneficentes. Contudo, sua finalidade precípua era pautada no
ideal libertário, de apartar o Brasil de Portugal, ainda que essas ações fossem
pouco percebidas nesse momento.
Nesse intuito, várias organizações foram fundadas sob o
nome de “Academia”, “Sociedade”, “Clube” etc., porém, no fundo, o propósito era
de libertar o Brasil do jugo de Portugal.
Assim, segundo o grande historiador Kurt Prober, a primeira
Sociedade Secreta da qual se teve notícias foi a Academia Brasílica dos
Esquecidos, fundada em 7 de março de 1724, em Salvador, Bahia, pelo Padre
Gonsalo Soares de França.
Seguida a ela, destacamos a Academia dos Felizes que foi fundada
em 1736, no Rio de Janeiro, cidade em que, no ano de 1752, tivemos a fundação
da Academia dos Seletos ou Associação Literária dos Seletos.
A Academia dos Renascidos também conhecida como Academia
Científica, foi fundada em 19 de maio de 1759, na Bahia. O objetivo inicial
desta Associação era escrever a história da América portuguesa.
Também destacamos a fundação da Sociedade Literária do Rio
de
Janeiro, fundada em 1786 e, neste mesmo ano, o Clube dos
Inconfidentes fundado, em Ouro Preto, à época, José Alvares Maciel era um dos
seus principais líderes.
Destacamos ainda a fundação do Areópago de Itambé, em
Pernambuco, no ano de 1796. E, no ano seguinte, em 1797, a fundação da “Loja”
Cavaleiros da Luz, na povoação da Barra, na Bahia, ensejando a Conjuração dos
Alfaiates ocorrida em 1798, neste Estado e a qual teve participação e liderança
de Maçons.
Em 1800 tivemos a criação da Loja Maçônica União, em
Niterói, a qual foi instalada em 1801 com o nome de Loja Reunião.
Em 1802, foi fundada na Bahia, a Loja Virtude e Razão.
Posteriormente, as Lojas Constância, Filantropia e Emancipação, fundadas em
1804. Contudo, em 21 de agosto de 1806 ocorreu a suspenção dos trabalhos
maçônicos dessas Lojas.
Ressaltamos que, no início, em 1813, tivemos o surgimento
de um Grande Oriente Brasileiro, uma Obediência considerada efêmera e sem
suporte legal, cujo Grão-Mestre fora o Irmão Antônio Carlos Ribeiro de Andrade
Machado e Silva.
Embora tivéssemos a fundação dessa Obediência, somente dois
anos após o seu surgimento é que teríamos, de fato, o começo do que se tornou
hoje o Grande Oriente do Brasil.
Nesse sentido, lembramos que, em 15 de Novembro de 1815,
foi fundada a Loja Comércio e Artes, considerada a Primaz do Brasil e que,
inicialmente, ficou subordinada ao Grande Oriente Lusitano. Sua fundação visava
fortalecer o processo que se iniciara na direção da Independência do Brasil.
Todavia, apesar da referida Loja ter sido criada com o
objetivo de concretizar a Independência, segundo alguns autores, D. João VI a
teria proclamado, em dia 16 de dezembro de 1815, elevando-o a categoria de
“Reino Unido de Portugal e Algarves”.
Vale ressaltar que, com o Alvará de 30 de março de 1818, em
que o Príncipe Regente D. João proibia a existência de quaisquer sociedades
secretas em Portugal e em todos os seus domínios, a Loja Comércio e Artes
acabou por suspender seus trabalhos.
Em 26 de abril de 1821, D. João ao partir para Portugal se
despediu de D. Pedro, Príncipe Regente, aconselhando-o: “Pedro, se o Brasil se
separa, antes seja para ti, que me hás de respeitar, do que para algum desses
aventureiros”.
A esse respeito, a história registra que, antes do “Grito
do Ipiranga” e nos momentos mais difíceis, D. Pedro recorria a seu pai, D. João
VI, escrevendo-lhe cartas, narrando os acontecimentos de forma leal e
respeitosa, assim, podemos citar uma sequência delas:
04/10/1821; 11/12/1821; 30/12/1821; 02/01/1822; 09/01/1822; 23/01/1822;
16/02/1822; 14/03/1822; 28/04/1822; 21/05/1822; 11/06/1822; 19/06/1822;
22/06/1822.
Dessa forma, podemos dizer que, o que ocorria no cenário
político do Brasil repercutia diretamente na maçonaria. Sendo assim, somente
após o retorno de D. João VI para Portugal, em 24 de junho de 1821 é que
ocorreu a reinstalação da Loja Comércio e Artes com o título distintivo de Loja
Comércio e Artes na Idade do Ouro, com o principal objetivo, como já citamos,
de conquistar a emancipação política do Brasil.
Portanto, a Loja Comércio e Artes retomou seus trabalhos
com toda força e vigor, passando a agregar um grande número de obreiros. Por
isso, no início do ano de 1822, ficou acertado seu desdobramento em mais duas,
com vistas a criação de uma Obediência Maçônica que congregasse e representasse
todos os maçons do Brasil, perfazendo um total de três Lojas, a saber:
A Loja Comércio e Artes que simboliza a idade do Ouro.
A Loja União e Tranquilidade
simbolizando as palavras de D.
Pedro, na varanda do paço, em 9 de janeiro de 1822. Nesse sentido, Kurt Prober
afirma que, na eleição para a escolha do nome distintivo da Loja, havia também
a opção do nome “Nove de Janeiro”, alusiva ao dia do Fico, não teve o apoio da
maioria, prevalecendo, assim, União e Tranquilidade.
E, por última, a Loja Esperança de Nictheroy
que
simbolizava um projeto ambicioso, o qual visava a emancipação do então Reino
português desse continente americano, ou seja, objetivava afastar deste
continente o domínio de Portugal.
Assim surgia, em 17 de junho de 1822, o que viria a ser a
maior potência maçônica da América Latina: o Grande Oriente do Brasil, fundado
pela união dessas três Lojas Maçônicas regulares que então surgiam, a saber.
Vale lembrar que, o dia 09 de janeiro de 1822 ficou marcado
em nossa História como o “Dia do Fico”. Isso pois, ao receber o documento que
pedia sua permanência no Brasil, D. Pedro, orgulhosamente, declarou: “Como é
para o bem de todos e felicidade geral da nação, estou pronto: „diga ao povo
que fico‟.”
Poucos meses depois, aconselhado por José Bonifácio, D.
Pedro assinou um decreto no qual estabelecia que, toda e qualquer ordem oriunda
de Portugal só seria obedecida e executada após o “Cumprase” do Príncipe
Regente.
É importante salientar que, em 13 de maio de 1822, D. Pedro
recebeu o título, oferecido pelos maçons, de DEFENSOR PERPÉTUO DO BRASIL, para
tanto, fora promovida uma grande festa.
Como podemos observar, a Fundação do Grande Oriente do
Brasil e a proclamação da Independência são dois fatos históricos intimamente
interligados, não só pela participação direta e efetiva de grandes Maçons, mas,
dentre outras coisas, pelo próprio fato de que o ano da nossa Independência
também registra o nascimento do Grande Oriente do Brasil, ocorrido em 17 de
Junho de 1822.
No início de sua fundação, o Grande Oriente do Brasil
possuía um sistema de governo semelhante ao de uma Grande Loja. Porém, após a
Proclamação da República no Brasil, o GOB passou a funcionar, tal como hoje
conhecemos, com um sistema federativo, tendo como um de seus idealizadores, o
Conselheiro Macedo Soares que, tempos depois, veio a substituir o Marechal
Deodoro da Fonseca como GrãoMestre.
Destacamos que, D. Pedro foi iniciado em 02 de agosto de
1822 na Loja Comércio e Artes, segundo Kurt Prober. E, em 05 de agosto do mesmo
ano, o Grande Oriente do Brasil, sob a direção de Gonçalves Ledo, autorizou a
referida Loja promover Guatimozim ao grau de Mestre.
Em 22 de agosto de 1822 foi proposto o nome de D. Pedro
para Grão-Mestre, no lugar de José Bonifácio.
Vale observar que, D. Pedro tomou posse como Grão-Mestre do
Grande Oriente do Brasil em 04 de outubro de 1822 e presidiu as Sessões dos
dias 05 e 11 de outubro. No dia 12, D. Pedro fora aclamado Imperador
Constitucional do Brasil, sendo sua sagração e posse no dia 1º de dezembro de
1822.
Contudo, lembramos que, em 25 de outubro de 1822, os
trabalhos maçônicos do Grande Oriente do Brasil foram suspensos por D. Pedro I .
Ressaltamos que, paralelamente a esses acontecimentos
maçônicos, em 1º de setembro de 1822 foi articulada, por José Bonifácio, uma
reunião sob a presidência da princesa Leopoldina. Nesta ocasião ficou entendido
que era chegado o momento da separação do Brasil de Portugal.
Em razão desse importante acontecimento, tanto José
Bonifácio quanto a princesa Leopoldina escreveram a D. Pedro, relatando-o os
últimos acontecimentos, uma vez que o então Príncipe Regente estava em viagem à
Província de São Paulo.
Lembramos que, devido a viagem de D. Pedro à Província de
São Paulo, a Proclamação da Independência não ocorreu na capital do Império, ou
seja, no Rio de Janeiro.
Nessa viagem, D. Pedro tinha, dentre outros, alguns
próximos em sua companhia, como o Padre Belchior Pinheiro de Oliveira, sobrinho
de José Bonifácio; e o Coronel Marcondes de Oliveira Melo, subcomandante da
Guarda de honra e futuro Barão de Pindamonhangaba.
Tendo em vista a reunião ocorrida sob a presidência da
Princesa Leopoldina, como citamos anteriormente, José Bonifácio enviou até D.
Pedro, mensageiros portando três cartas e a eles instruiu, dizendolhes: “se não
arrebentar uma dúzia de cavalos no caminho, nunca mais será correio. Veja o que
faz!”. Uma dessas cartas era do próprio José Bonifácio, apoiando a separação do
Brasil de Portugal.
As cartas foram lidas pelo Padre Belchior ao Príncipe, que
as teria arrancado de suas mãos, amarrotando, pisando e deixando-as no chão, ao
passo que o referido Padre pode resgatá-las. Em seguida, perguntou o Príncipe:
“e agora Padre Belchior?”
Embora Pedro Américo retrate de forma esplendorosa o grito
de
“Independência ou Morte”, em sua tela intitulada o Grito do
Ipiranga (Museu do Ipiranga – SP)
, na verdade, segundo um grande historiador,
“o Príncipe-Regente proclamou a Independência do Brasil com trajes cobertos de
lama e de poeira, parecendo mais um humilde tropeiro do que um futuro
imperador”.
Segundo Laurentino Gomes, “o trono brasileiro nasceu
representando os traficantes de escravos e os donos dos cativos”, ou seja,
fazendeiros e senhores de engenho e pecuaristas. Todos eles exigiram em troca
do apoio à Independência, que a escravidão não fosse abolida e assim foi feito.
Embora todos esses feitos sejam memoráveis e importantes
para a Independência política do Brasil, em 08 de setembro, ou seja, o dia
imediatamente após a declaração da Independência, a população não tinha nenhum
motivo para festejar ou comemorar. Tudo permanecia igual e sem qualquer
perspectiva de mudança, inclusive, a escravidão continuava firme e forte.
A verdade é que, o caminho da Independência já vinha sendo
arquitetado, mesmo que lentamente, há quase um século antes de sua efetivação.
A atuação dos maçons foi decisiva nesse processo, desde o surgimento das
associações, como já dissemos.
Lembramos que, como afirma Laurentino Gomes, os principais
defensores das alternativas republicanas, democráticas e federalistas pagaram
um alto preço, como foi o caso de Joaquim Gonçalves Ledo, Cipriano Barata e
Frei Joaquim do Amor Divino Caneca, líder e mártir da Confederação do Equador.
O primeiro foi afastado do cenário político, o segundo encarcerado por grande
parte da vida e o último executado.
Portanto, quem quer que se opusesse a Dom Pedro era, de uma
maneira ou outra, silenciado. Assim, vários Irmãos valorosos e que prestaram
relevantes serviços a nação brasileira, foram perseguidos em razão de suas
posições políticas.
A nossa Independência custou a liberdade de muitos, além de
algumas vidas, sendo o caso de maior repercussão, dado sua popularidade, a de
Frei Caneca, porém a mais emblemática foi a de Tiradentes, em 21 de abril de
1792.
Vale lembrar que, a Inconfidência Mineira, bem como a
Independência do Brasil não tinham como finalidade melhorar as condições
sociais da população pobre, muito menos acabar com a exploração interna. A
princípio, ela visava apenas beneficiar a uma minoria, que concentrava a
riqueza e terras.
Concluindo, com isso, podemos refletir sobre o fato de que,
com a Independência política do Brasil não se alcançou, imediatamente, a
liberdade, no sentido amplo da palavra.
Contudo, hoje, 195 anos depois, será que alcançamos a
liberdade que implica segurança, direitos iguais e protegidos, igualdade de
oportunidades para todos os iguais?
Apresentado pelo Ir.: MAX FERREIRA DA SILVA
CIM 307711
AILDO CAROLINO
Grão-Mestre Adjunto
Presidente do CEO
Imagens da Internet
Bibliografia:
Marcadores:
DATAS CÍVICAS,
TRABALHOS APRESENTADOS
quinta-feira, 5 de setembro de 2019
BAILE DO MAÇOM 2019
A Fraternidade Feminina Cruzeiro do Sul Alpha e Ômega , realizou no último dia 31 de Agosto o Baile do Maçom . O evento foi realizado no Salão da Fundação Maçônica Manoel dos Santos em um clima de muita descontração e alegria , com animação do DJ Bomba e com apoio maciço de toda a Loja . Fica nossos cumprimentos a toda a Equipe Organizadora deste excelente baile .
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