quarta-feira, 16 de abril de 2014

ERA VULGAR E O CALENDÁRIO MAÇÔNICO





Desde os idos mais antigos a humanidade utiliza-se de certos referenciais para delimitar um determinado espaço de tempo. Os astrônomos servem-se de acontecimentos naturais ou fenômenos a que se referem os seus cálculos, como as revoluções da Lua, os equinócios e solstícios, os eclipses e a passagem dos cometas. Os cronologistas e historiadores, servem-se também de certos acontecimentos que tiveram influência sobre o gênero humano. Designam-se as épocas enunciando os fatos notáveis a que se referem: Criação do mundo, fundação de Roma e o nascimento de Cristo, entre outros. Primitivamente, os tempos eram calculados em gerações: a Bíblia, por exemplo, conta dez gerações antes do Dilúvio e outras dez depois do Dilúvio. Já segundo Heródoto (Grego considerado o Pai da História) e a maior parte dos autores da época, três gerações correspondiam a cem anos. Posteriormente, possivelmente no século VIII, introduziu-se o uso das Eras, que consistiam no número de anos civis de um povo que decorriam desde uma época notável, tomada como ponto de referência, e que dava o nome à era adotada.
Quanto à etimologia da palavra “Era”, é um tanto controversa. Alguns indícios apontam que teve sua origem na Espanha e, acredita-se, ser a contração das iniciais A.E.R.Aencontradas nos monumentos antigos e que significam Annus Erat Regni Augusti (era o ano do reinado de Augusto) ou Ab Exordio Regni Augusti que significa "Do começo do reinado de Augusto", pois os Espanhóis iniciaram seus cálculos a partir do período que o país ficou sob o domínio de Augusto. Outros dizem derivar da palavra latina aes, aeris (bronze), porque das medalhas e moedas desse metal se deduzia a data do acontecimento notável que serviu de começo a uma serie de anos. As palavras era e época tem certa relação entre si, mas contudo são bem distintas: Era, é o número de anos decorridos desde certo acontecimento notável; época é o momento desse acontecimento. De todos os marcos de início que se poderiam escolher, nenhum seria mais apropriado e natural do que o próprio começo do tempo, isto é: o instante do ponto de partida da primeira volta da Terra em torno do Sol, no princípio do mundo. Todos os povos tomariam este instante se tivesse sido possível determiná-lo. Não o sendo cada povo adotou, como já dissemos, uma Era: A dos Judeus funda-se na criação do Mundo, segundo o Gênesis; a dos antigos Romanos, na fundação da sua Capital; a dos Gregos, no estabelecimento dos jogos Olímpicos; a dos Egípcios, na ascensão de Nabonassar, primeiro rei da Babilônia, ao trono daquele Império; a dos Cristãos no nascimento de Cristo.
Já a expressão Vulgar tem origem no Latim Vulgaris ou Vulgus e primitivamente significava “pessoas comuns” ou seja, aqueles que não são da realeza. Isto pelo menos até meados do século XVI quando a palavra Vulgar passou a ter o significado de algo “grosseiramente indecente”. Foram os Judeus, no entanto, que substituíram o antes de Cristo e o depois de Cristo por antes e depois da Era Vulgar. Como a Era Cristã, sob a denominação de Era Vulgar, é a mais empregada, serve de termo médio e de comparação com as outras, as quais podem se classificar em Eras antigas, as anteriores à Era Vulgar, e Eras Modernas, as posteriores. A Era Vulgar, portanto, designa o calendário Gregoriano mundialmente adotado. Para entender como a expressão Era Vulgar passou a ser empregada na Maçonaria, é preciso lançar mão do Calendário Maçônico. O primeiro ano do Calendário Maçônico é o Ano da Verdadeira Luz, Anno Lucis em Latim, ou simplesmente V.´.L.´. ou A.´.L.´. como empregado na datação de antigos documentos Maçônicos do século XVIII, e interpretado como Latomorum Anno ou, como no texto original em inglês que serviu de base para esta pesquisa, “Age of Stonecutters” – que significa “Idade dos Cortadores de Pedra”. A determinação do Ano da Verdadeira Luz teria sido com base nos cálculos de James Usher, um bispo Anglicano nascido no ano de 1581, em Dublim. Usher havia desenvolvido um cronograma que começava com a criação do mundo segundo o Livro de Gênesis, que precisou ter ocorrido as 09 horas da manhã do dia 23 de Outubro de 4004 A.C., com base no texto Massotérico (texto em hebraico que deu origem à vários capítulos da Bíblia) ao invés do Septuaginta (antiga tradução grega do Velho Testamento). Neste contexto, James Anderson fez constar em sua Constituição de 1723 a adoção de uma cronologia independente da religião, pelo menos no contexto britânico da época, com o objetivo de afirmar, simbolicamente, a Universalidade da Maçonaria. Foi aceito, portanto, que o início da Era Maçônica deu-se 4000 anos antes da Era Comum ou Vulgar. Nota-se o que parece ser um pequeno arredondamento de quatro anos entre os cálculos de Usher e o que foi adotado nas Constituições de Anderson. O Ano Maçônico tem o mesmo comprimento do ano Gregoriano, no entanto, começa em 01 de março – assim como o Ano Juliano que ainda estava em vigor quando da redação das Constituições de Anderson. No calendário Maçônico os meses são designados pelo seu número ordinal. Assim, 01 de março de 2011 da E.´. V.´. seria o dia 01 do mês 01 do ano de 6011 da V.´.L.´., segundo Anderson.

Se por um lado existem claras referências nas Constituições de Anderson a eventos calculados segundo a regra que citamos, por outro tal prática parece não ter sido adotada como regra geral. Os antigos maçons dos Ritos de York e Francês adicionavam 4000 anos à Era Vulgar, conforme as Constituições de Anderson. No entanto Maçons do Rito Escocês Antigo e Aceito utilizavam o calendário judaico, adicionando 3760 anos à Era Vulgar. Já os Maçons do Arco Real utilizavam-se da data de construção do segundo Templo, ou 530 anos antes da Era de Cristo. Qualquer que seja o motivo que tenha levado a tantas variações nos diferentes Ritos, um calendário maçônico é baseado na data de um evento ou um começo, e estas referências eram usadas em documentos oficiais das Lojas. As datas históricas são símbolos de novos começos, e não devem ser interpretadas como se já houvesse uma loja maçônica no Jardim do Éden... A idéia só foi concebida para se transmitir que os princípios da maçonaria (e não a maçonaria em si) são tão antigos quanto a existência do mundo. Vejo que qualquer outro significado Maçônico para estas datas não passam de um desejo dos primeiros maçons escritores de criar uma linhagem antiga para a Maçonaria, nos moldes de suas imaginações.
No Brasil há registros de que o GOB utilizava, nos primórdios da maçonaria Nacional, um calendário equinocial muito próximo do calendário hebraico, situando o início do ano maçônico não em 01 de março como sugere Anderson, mas no dia 21 de março (equinócio de outono, no hemisfério Sul) e acrescentando 4000 aos anos da Era Vulgar, datando seus documentos com o ano da V.´.L.´.(A.´.L.´.). Desta maneira, o 6° mês Maçônico tinha início a 21 de agosto (primeiro dia do sexto mês) e o 20° dia era, portanto, 09 de setembro da E.´.V.´., como situa um Boletim do GOB de 1874, isto segundo o Irm\ José Castellani, em sua obra “Do pó aos arquivos”. Outro bom exemplo é a imagem do topo deste artigo, retirado da Ata de Iniciação de D. Pedro I :
O fato é que datar pranchas e documentos maçônicos com o ano da V.´.L.´. caiu em desuso, talvez porque hoje saibamos que nosso sistema solar existe há mais de 4,5 bilhões de anos. Utilizar o calendário Gregoriano e referir-se a ele como E.´.V.´., é a pratica mais comum nos dias atuais.

DO SITE DO GRANDE ORIENTE DO AMAZONAS
Considerações do Irm\ Reinaldo Roberto Gianelli Jr.
IMAGENS : INTERNET
Bibliografia:
Philosophical e Mathematical Dictionary – Vol I - 1815 – Google Books
Peça de Arquitetura do Irm\ Antonio Carlos Rios – Academia Maçonica de Letras do MS – COMS-COMAB
The Masonic Manual by Robert Macoy – Revised Edition – 1867
Do pó aos arquivos – José Castellani
Web Site da Grande Loja Maçônica de Minnesota-USA

quinta-feira, 10 de abril de 2014

A IMPORTÂNCIA DE APRESENTAR TRABALHO EM LOJA



APRESENTADO PELO IRMÃO ALDO BORGES EM 08/04/2014 
NA LOJA MAÇÔNICA ALPHA E ÔMEGA



Sempre estimulamos a apresentação de trabalhos em Loja sobre os mais diversos temas, que vão da cultura maçônica à cultura geral, sempre objetivando o esclarecimento, o entendimento e a aceitação de verdades que possam contribuir para a felicidade e para a evolução da humanidade.
Enxergamos grande potencial em diversos irmãos, mas que por uma razão ou outra, deixam de apresentar suas ideias, as quais tanto poderiam contribuir para a elevação moral e cultural do grupo.
Precisamos compreender que não é necessário ser filósofo ou cientista para explanar conceitos. Se trabalharmos o nosso espírito de observação dentro dos conhecimentos históricos e culturais que acompanham  cada um de nós, acabaremos nos tornando aptos a desenvolver pensamentos importantes, aos quais podemos atribuir o título de reflexões.
Uma reflexão não exige condição probatória para ser expressada e antes de ser uma coisa isolada em si, reflete democraticamente sobre todos que dela se iluminam. Quando compartilhamos as observações sinceras que temos sobre a vida e seus atores, acabamos por construir uma verdade para nós mesmos. Além de tudo, quando colocamos nossos pensamentos de forma natural, sem nos preocuparmos com os julgamentos, estamos promovendo uma assepsia mental capaz de nos livrar das ansiedades e das depressões tão comuns nos dias de hoje. Temos que abrir a mente e o coração para fugir de uma realidade firmada nas palavras do médico Augusto Cury que nos dá conta de que: “cada vez mais estamos nos tornando repetidores de dados e menos pensadores”.
E é para exemplificar tudo isso que acabamos de afirmar, que trago uma peça de arquitetura do autor João Rossi Neto,  meu conterrâneo e contemporâneo da cidade de Goiatuba – Goiás, que em sete sintéticas reflexões, nos oferece material que nos permitirá formar nossos próprios juizos acerca daquilo de que trata, ajudando-nos a promover um desdobramento da nossa própria consciencia.
A beleza de suas observações nasce exatamente desse caráter sincero e espontâneo que por sua naturalidade e simplicidade as tornam belas por si sós.



                                                                       




João Rossi Neto



REFLEXÃO 1  Alguém já observou que as praias são lugares democráticos, organizados naturalmente e que medeiam a vida dos pobres, ricos, negros, brancos, amarelos, etc., sem privilégios, onde prevalece à convivência pacífica e consensual de multidões que se aceitam e o respeito entre as pessoas é mútuo e os conflitos são pontuais e limitados, levando-se em conta o vulto das aglutinações?






REFLEXÃO 2 – Não existem amizade e carinho mais sinceros e espontâneos do que os dos cães, em especial os vira-lata. Sem fazer exigências, distinção de classe social, comida farta, conforto, seguem com ternura e paciência os donos. Observo que os cães dos pedintes e catadores de papéis nas grandes cidades, todos os dias, repetem a mesma via sacra, nas ruas, acompanhando-os, muitas vezes sob o sol e chuva inclementes, dormindo debaixo das marquises e viadutos ao lado dos seus donos e mesmo assim demonstram que são animais alegres e felizes; 





REFLEXÃO 3 – As feiras livres são exemplos inquestionáveis da concorrência perfeita, onde de fato funciona a economia de mercado, sem a interferência estatal e os preços são praticados ao sabor da Lei de Oferta e Procura, sem a ilegal e criminosa formação de carteis (nivelamento de preços), prejudiciais aos consumidores e ao desenvolvimento do país;







REFLEXÃO 4 – Partindo da premissa de que tudo que existe no universo sem interferência direta ou indireta do homem (o sol, a lua, as estrelas, a terra, o oxigênio que respiramos, as montanhas, as chuvas, as nuvens, os rios, os mares, a fauna, a flora, terremotos, raios, vulcões, etc.), provém de uma força MAIOR, de um ser supremo, dotado de inteligência superior e tendo essa assertiva como verdade e, sobretudo, o raciocínio lógico calcado nas provas palpáveis, acima elencadas, somos induzidos a acreditar e aceitar a existência de um criador todo poderoso (DEUS) para esse fenômeno universal.
O arcabouço diversificado de coisas complexas e heterogêneas, concretas, irrefutáveis, leva-nos a uma conclusão de que isso é obra de um autor genial, onde os objetos e seres se ajustam cada um ao seu lugar e a sua função, com exatidão espantosa, funcionando com uma perfeição irretocável e milimétrica. Evidentemente, esse criador superdotado está acima dos mortais, com uma competência gerencial infinita, controlando o imponderável e nos levando à fazer a seguinte ilação: “existem mais coisas entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia” (Willian Shakespeare).
O ideal é que se tenha fé e crença em lugar de exigir provas materiais para acreditar no Deus Pai Todo Poderoso, invisível, e no Deus filho, Jesus Cristo e na sua mãe celestial, a Virgem Maria;





REFLEXÃO 5 - Que a vida é terrena, provisória, passageira, disso ninguém duvida, e que a morte é certeira e irrevogável, isto também é ponto pacífico, no entanto, que elimina apenas o corpo material, a vestimenta grosseira do espírito (alma), não sendo o final da vida e, sim, um recomeço, pode não ser aceito como verdade absoluta por todos, notadamente pelos céticos. Eu acredito piamente na vida pós-morte e respeito a opinião de quem não comunga com essa ideia;










REFLEXÃO 6 – Que a sociedade vive em eterno e irreversível processo de evolução, sob os aspectos sociais, políticos, científicos, tecnológicos e que as mudanças são realidades que deverão ser aceitas e inseridas no cotidiano, ficando os resistentes às mudanças e alterações, à margem do progresso e fadados a desaparecer, especialmente os militantes nos segmentos de comércio, indústria e prestação de serviços;







REFLEXÃO 7 – Que o conhecimento e a informação (cultura) adquiridos nos livros e através dos mestres (professores), são tesouros que os ladrões não poderão roubar; moedas inesgotáveis para a eternidade. As boas ações que praticarmos, a vida digna e exemplar que levarmos durante a nossa existência, servirão para o nosso engrandecimento e aperfeiçoamento espiritual e terão peso e valor significativos na prestação de contas, em plano superior. Lá o entesouramento de bens terrenos não é levado em consideração, porquanto a moeda de troca não é o vil metal.

Finalmente, ressalto que as conclusões aqui alinhadas são pessoais, de foro íntimo e que não pretendo influenciar ninguém a esposá-las como verdades e tampouco alimentar discussões estéreis a respeito de religião e outras matérias polêmicas, e sequer tentar interferir no tipo de vida escolhido por cada pessoa. Repito, tudo o que disse é fruto da minha ótica e se destina a mera reflexão.


Imagens : Internet

Trabalho Irmão : Aldo Borges 

sábado, 8 de março de 2014

DIA INTERNACIONAL DA MULHER 2014




PARABÉNS A TODAS AS MULHERES 
 08 DE MARÇO 2014

QUE A DIVINA LUZ DO MESTRE DOS MESTRES CONTINUE ILUMINANDO A TODAS .

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

DESIDERATA


Desiderata, do latim "coisas desejadas", é um poema que foi encontrado num livro da igreja de Saint Paul, em Baltimore, nos EUA. Muitos o atribuíram a um autor anônimo, e a data de sua publicação é igualmente considerada por muitos como o ano de 1692. Na realidade, se trata de um poema do escritor americano Max Ehrmann (1872–1945), e que foi escrito em 1927. O motivo da confusão é que em 1956 o poema foi inserido numa compilação de textos devocionais pelo reverendo que na época presidia a igreja de Saint Paul. 1692 é, em realidade, o ano de fundação desta igreja. Foi citado também no livro " Mensagens do Sanctum Celestial " do Fr. Raymond Bernard ( Ordem Rosa Cruz ). Isso tudo, entretanto, não retira a grandiosidade do poema:


Vá placidamente por entre o barulho e a pressa e lembre-se da paz que pode haver no silêncio.
Tanto quanto possível, sem sacrificar seus princípios, conviva bem com todas as pessoas.
Diga a sua verdade calma e claramente e ouça os outros, mesmo os estúpidos e ignorantes, pois eles também têm sua história. Evite as pessoas vulgares e agressivas, elas são um tormento para o espírito.
Se você se comparar aos outros, pode tornar-se vaidoso ou amargo, porque sempre existirão pessoas superiores e inferiores a você.
Usufrua suas conquistas, assim como seus planos. Manter-se interessado em sua própria carreira, mesmo que humilde, é um bem verdadeiro na sorte incerta dos tempos.
Tenha cautela em seus negócios, pois o mundo é cheio de artifícios, mas não deixe isso te cegar à virtude que existe. Muitos lutam por ideais nobres e por toda parte a vida é cheia de heroísmo.
Seja você mesmo. Sobretudo, não finja afeições.
Não seja cínico sobre o amor, porque, apesar de toda aridez e desencantamento, ele é tão perene quanto a relva.
Aceite gentilmente o conselho dos anos, renunciando com benevolência às coisas da juventude.
Alimente a força do espírito para ter proteção em um súbito infortúnio. Mas não se torture com temores imaginários. Muitos medos nascem da solidão e do cansaço.
Adote uma disciplina sadia, mas não seja exigente demais. Seja gentil consigo mesmo.
Você é filho do Universo, assim como as árvores e as estrelas
Você é filho do Universo, assim como as árvores e as estrelas. Você tem o direito de estar aqui.
E mesmo que não lhe pareça claro, o Universo, com certeza, está evoluindo como deveria.
Portanto, esteja em paz com Deus, não importa como você O conceba.
E, quaisquer que sejam as suas lutas e aspirações no ruidoso tumulto da vida, mantenha a paz em sua alma.
Apesar de todas as falsidades, maldades e sonhos desfeitos, este ainda é um belo mundo. Alegre-se. Empenhe-se em ser feliz!



Créditos : http://textosparareflexao.blogspot.com/

PRECEITOS DA LEI FILOSÓFICA

CLIQUE E OUÇA 
JOHANN SEBASTIAN BACH
 AIR ON THE G STRING
Air on the G-String from Orchestral Suite No. 3 BWV 1068 by Johann Sebastian Bach on Grooveshark




APRESENTADO PELO IRMÃO ERECRI H. DE QUEIROZ DIA 18/02/2013
NA LOJA MAÇÔNICA ALPHA E ÔMEGA - UBERLÂNDIA MINAS GERAIS




Trabalho extraído da Revista " Boletim da Loja Evolução " referente aos meses de Março / Abril de 1943 .
Ama a Humanidade 

Escuta a voz da natureza , que te brada : todos os homens são iguais , todos constituem uma única família .
Tem sempre presente que não só és responsável pelo mal que fizeres , mas pelo bem que deixastes de fazer .
Faze o bem pelo amor do próprio bem .
O verdadeiro culto consiste nos bons costumes e na prática das virtudes .
Escuta sempre a voz da consciência : é o teu juiz .
Trata de te conhecer ; corrige os teus defeitos e vence as tuas paixões .
Nos teus atos mais secretos , supõe sempre que tendes todo o mundo por testemunha .
Ama os bons , anima os fracos , foge dos maus , mas não odeies ninguém .
Fala sobriamente com os superiores , prudentemente com os iguais , abertamente com os amigos , benevolentes com os inferiores , leal e sinceramente com todos .
Dize a verdade , pratica a justiça , procede com retidão .
Não lisonjeies nunca ; é uma traição ; se alguém te lisonjear toma cuidado não te corrompas .
Não julgues ao de leve as ações dos outros ; louva pouco e censura ainda menos ; lembra -te de que para bem julgares os homens é preciso sondar as consciências e perscrutar ( sondar ) as intenções .
Se alguém tiver necessidade , socorre -o ; se se desviar da virtude , chama-o a ela ; se vacilar , ampara-o ; se cair , levante-o .
Respeita o viajante auxilia-o ; a sua pessoa é sagrada para ti
Foge a contendas ; evita os insultos , obedece sempre à razão esclarecida pela ciência .
Lê , aproveita , vê e emita o que é bom , reflete a trabalha ; faze quanto possas para o aperfeiçoamento social , e assim contribuirás para o bem coletivo .
Sê progressivo ; estuda a ciência porque ela te conduzirá à verdade que tens por dever procurar .
Não te envergonhes de confessar os teus erros ; provarás assim que és hoje mais sensato do que eras ontem , e que desejas aperfeiçoar-te.
Moralize pelo exemplo ; sê obsequioso ; tolera todas as crenças e todos os cultos , mas tem por dever lutar contra a superstição , o fanatismo e a reação como os mais resistentes obstáculos ao progresso humano .
Educa e ensina ; esclarece os outros com o teu conselho , inspirando pela circunspeção e pela benevolência .
Regozija-te com a justiça ; insurge-te contra a iniquidade ; sofre os azares da sorte , mas luta contra eles no intuito de os vencer.
Procede sempre de forma que a razão fique do teu lado . Respeita a mulher ; não abuse da sua fraqueza ; defende a sua honra e a sua inocência .
Ama a Pátria e a Liberdade ; sê bom cidadão , bom marido , bom pai , bom filho , bom irmão e bom amigo.


De Omar Kyayam .

" Senhor : Armastes mil ciladas invisíveis no caminho que seguimos , e dissestes : Desgraçado o que não as evita ! Tu vês tudo ! Tu sabes tudo ! Nada acontece sem a tua permissão . seremos , pois , responsáveis por nossos pecados ? Farás um crime da minha revolta ?

Erecri Humberto de Queiroz 
M.'.M.'. Grau 33
CIM 147193
A.'.R.'.L.'.S.'. Alpha e Ômega 3402 
Or.'. Uberlândia - Minas Gerais 

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

DIFERENÇAS DIFERENTES


CLIQUE E OUÇA SUTIS DIFERENÇAS 
POR VINICIUS CANTUÁRIA
Sutis Diferenças by Vinicius Cantuária on Grooveshark



Apresentado pelo Irmão David Araújo dia 18/02/2014 
na Loja Maçônica Alpha e Ômega 
Uberlândia - Minas Gerais 




Não se faça indiferente
Às diferenças ;
Tenham – nas como desafios ,
Propostas de crescimento ,
De entendimento .

Porque os iguais não se atraem ,
Distanciam – se ,
Se enfadam do mesmo ,
Do que é sem sentido !

É preciso que se conteste ,
Que desiguale ,
Que não concorde .

Até que a luz do entendimento ,
Em divergência ,
Se conduza para o mesmo ponto .

O comum do entendimento ,
Discutido ,
E por fim ,
Aceito .

Que haja divergência ,
Mas que não sejam ,
Os homens indiferentes ,
Sejam confluentes ,
Dos pontos de vistas, diferentes .

Porque ,
Haverá sempre um ponto comum ,
Entre o certo e o errado ,
Entre o bem e o mal ,
Entre o que julgo certo ,
E o que você julga errado .

Tudo volta às origens :
À independência  ! ...

Sós , estamos na companhia de todos ,
Todos nós nas nossas próprias
Individualidades !!!


( Se tendes um colega de trabalho que não vos agrada , transformai-o em vosso próprio desafio : estarás ajudando o mundo a ser melhor e vossa alma ficará em estado de felicidade )

DAVID ARAÚJO 13/12/2013

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

POSSE NO CECOM ALFA E ÔMEGA

CLIQUE E OUÇA ENYA
Book of Days - Enya - General New Age - Shepherd Moons by Enya on Grooveshark
No último dia 12 de Fevereiro foi realizada a posse da Nova Diretoria do CECOM - Centro Comunitário Alfa e Ômega - situado à Rua do Fazendeiro 680 - Bairro Santo Inácio .O Irmão David Araújo passou o cargo ao novo Presidente Irineo de Paula Waismann        ( Loja Maçônica Alpha e Ômega ) e toda a nova Diretoria . Segue abaixo a relação dos novos Membros da Diretoria para o biênio 2014 / 2015 e fotos do evento  .
                                                              David Araújo                                                                                                                
                                                          Irineo de Paula Waismann                                               
NOME CARGO
Irineo de Paula Waismann Diretor Presidente
Juliano Nunes Pereira Diretor Vice Presidente
Carlos Cristiano da Silva Resende Diretor Secretário
Marcos Ferreira Vasconcelos Secretário Adjunto
Weliton Vitória de Lima Diretor Financeiro
Valdene Juvêncio Pereira Financeiro Adjunto
Lourisvaldo Lourenço de Carvalho Diretor Administrativo
Lindomar Aparecido F.Oliveira Administrativo Adjunto
João Batista de Oliveira Relações Comunitárias
Leandro Zanatta Carcanholo Diretor de Patrimônio
Carlos Teodor Garcia Stein Conselho Fiscal
Marco Aurélio Abrahão Conselho Fiscal
Delcio Pereira Lima Conselho Fiscal
Luiz Martins Netto Conselho Fiscal
Anderson Cardoso Costa Conselho Fiscal
Créditos : Irmão Aldo Borges 

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

LIVRES E DE BONS COSTUMES

CLIQUE E OUÇA A MUSICA :
LAMA  POR CLARA NUNES
MENCIONADA NO TRABALHO
Lama by Clara Nunes on Grooveshark



TRABALHO APRESENTADO PELO IRMÃO VANDER  DA LOJA MAÇÔNICA           ACÁCIA DO TRIÂNGULO - UBERLÂNDIA - MINAS GERAIS  
NA ALPHA E ÔMEGA EM  11/02/2014

Será que compreendemos realmente o que é ser Livre e de Bons Costumes?

Segundo o dicionário Aurélio, Livre [Do Lat. Liber]: 1 – Que pode dispor de sua pessoa; que não está sujeito a algum senhor. 2 – Que tem o poder de decidir e de agir por si mesmo; independente 3 – Desprovido, privado, isento (livre de preconceito). Ser livre é uma pessoa que sabe o que quer, não tem medo, que possui liberdade de pensamento e condições psicológicas para absorver determinados ensinamentos, através do estudo e da reflexão, sem pré-julgamentos. Ser Livre é ter coragem para criar, tendo sempre como objetivo o evoluir; Ser livre significa atender aos seus compromissos sem prejuízo a quem quer que seja, ter consciência de seus deveres familiares, sociais, morais e religiosos, e executá-los com seriedade. É não ter compromissos com organizações que proíbam o acesso a instituições espiritualistas, ser livre é possuir autonomia, é ter direito de reger-se. Deve-se, também, ser livre: De preconceitos, superstições, maledicências e qualquer escravidão. Ser livre é não ficar preso a um padrão estabelecido. Existem, no entanto, duas escalas de liberdade: a física e a psicológica, sendo que o cerceamento da liberdade física não impede que o indivíduo não experimente a liberdade espiritual. Muitas vezes, o conceito de liberdade é confundido pelo homem. Acreditando-se ser livre, ele é prisioneiro de si mesmo, da sua ignorância, preconceitos e arrogância. Liberdade é um estado de espírito; é poder ir à busca do desconhecido sem sentir-se preso a experiências passadas. 

COSTUME - Hábito, prática, rotina. BONS COSTUMES, em Maçonaria, não devem ser encarados como se referindo apenas aos valores sociais consagrados. Deve, isto sim, ser entendido como uma exemplar maneira viver. Ser de bons costumes é ter adquirido bons hábitos e salutares princípios que permitam conduzir-se a si mesmo em qualquer condição e lugar; É ser honrado, empenhando todos os seus esforços por se tornar melhor a cada dia. Auxiliar, na medida do possível, àqueles que pedem por sua benevolência. Abrandar o coração para com os seus antagonistas. Deixar, por onde passa um rasto de luz benéfica que deve caracterizar todo “Verdadeiro Maçom”. Ser honrado, justo, de bom entendimento e rigorosa moralidade. Ser de bons costumes é ter hábitos sadios; ser capaz de superar obstáculos naturais, discussões interpessoais, ambientes confusos, dificuldades financeiras, através da coerência, do bom senso, da organização e do equilíbrio. Bons costumes aplicam-se, principalmente, a ética do candidato. 

Mas a Ordem Maçônica espera tanto dos candidatos, como de seus integrantes, um espírito de verdadeira Fraternidade, Cooperação e Altruísmo. Portanto 

BONS COSTUMES, em Maçonaria, não devem ser encarados como se referindo apenas aos valores sociais consagrados. Deve, isto sim, ser entendido como um reto modo de vida. Mas, O Que é Ser Livre e de bons costumes? “O Homem verdadeiramente Livre é um Homem de Bons Costumes?” Falar sobre a liberdade é uma das questões mais fascinantes em nosso meio. Usamos muito essa palavra, mas temos dificuldade em conceituá-la. Muitos afirmam que querem ser livres, mas poucos sabem dizer o que quer fazer com a liberdade. Liberdade não é realizar todas as vontades, não é ser desta ou daquela maneira. Liberdade é a sensação íntima de prazer que deriva da coerência entre o que pensamos e a forma como atuamos. Sois livres se sois capaz de agir de modo coerente com o que pensas? Algumas vezes respeito à vontade; outras, as normas morais. Em cada situação nós tomamos decisões, válidas apenas para aquele momento. Si dizer “sim”, si dizer “não”. Tudo depende da importância do desejo e da permanente preocupação de equilibrar os nossos direitos e os direitos das demais pessoas. Aceitar certos limites para as nossas vontades é sinal de maturidade, não de resignação e conformismo. É sinal de força, não de fraqueza. Vivemos em um mundo plástico, cujos valores positivos muitas vezes recaem sobre aqueles que são belos, bem sucedidos e bem relacionados, onde os, Altruístas, os Livres Pensadores, homens LIVRES e de bons costumes, nem sempre atendem as demandas de uma sociedade que valoriza a imagem em detrimento do conteúdo. O que resulta dessa expectativa estética, é que crescemos sem aprender a lidar com estes valores e referências. Não o aceitamos, não o admitimos, nunca o confessamos. Sempre estamos tentando confeitá-lo com justificativas, de modo que o produto do nosso eu sempre pareça melhor do que realmente o é. Principalmente quando estes conceitos ou preconceitos se dá no meio da Maçonaria, aonde as exigências de um comportamento moralista intangível e inalcançável, por vezes, vão produzindo em nós uma capacidade enorme de teatralizar o nosso próprio eu.

Reflexão: “Por isso não adianta estar no mais alto degrau da fama, com a moral toda enterrada na lama” Musica Lama - Clara Nunes

Fonte: www.obreirosdeiraja.com.br
Palácio Maçônico de Olaria – GOB – Rio de Janeiro - Brasil

Vander Aparecido dos Santos – CIM-227960 –  
A.’. R.’. Loj.’. Simb.’. Acácia do Triangulo, nº 1924.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

REFLEXÕES PARA UM ANO NOVO


      APRESENTADO PELO IRMÃO MARCOS FERREIRA VASCONCELOS

Amados Irmãos, ao encerrar nossas atividades, na última reunião de 2013, me foi solicitado que eu preparasse um trabalho o qual seria apresentado em nossa primeira reunião de 2014,
Prontamente acatei a solicitação do nosso 2º Vigilante, nosso Ir.´. Lindomar.
Para que eu pudesse me preparar e redigir esta peça a qual trago aos irmãos, comecei a fazer alguns questionamentos em busca de um tema.
Fiz algumas leituras de artigos publicados na internet, e-mails que recebo de irmãos, livros relativos à Ordem e uma recapitulação de nossos Rituais com intuito de trazer algo que não fosse apenas um texto retirado de outros tantos já publicados, mas que pudesse expressar os meus próprios pensamentos, crenças e questionamentos.
Durante alguns dias fiquei meditando e para minha surpresa, foi exatamente na reunião familiar do dia 31 de Dezembro, também conhecida como Festa de Reveillon, que me veio a inspiração maior de como compartilhar com os irmãos sobre o que eu absorvi de aprendizado e o que eu queria repassar aos irmãos:

Pergunto:
-O que comumente fazemos nos últimos dias de cada ano que se encerra?
Recapitulamos nossas realizações, nossas falhas e normalmente nos propomos desafios e promessas para o ano que se inicia.
-Quem nunca, no seu íntimo e em momento de reflexão não fez nenhum tipo de promessa para o ano que se inicia?
Acredito que todos o façam.

Meus irmãos aproveitando o dia de hoje, nossa primeira reunião do ano que se inicia, é que faço a cada um dos irmãos as mesmas perguntas que tenho me feito diariamente:

- Estou realmente praticando o juramento que fiz?

- Eu tenho sido presente às necessidades dos meus irmãos?

- O que eu posso fazer de diferente neste ano que se inicia?

Para encerrar faço a leitura de uma passagem Bíblica, do livro de São Marcos - 11 : 12 a 14 e 20 a 23.

Parábola da Figueira que Secou.
Quando saiam de Betânia, ele teve fome: - e, vendo ao longe uma figueira, para ela encaminhou-se, a ver se acharia alguma coisa: tendo-se, porém, aproximado, só achou folhas, visto não ser tempo de figos. – Então, disse Jesus à figueira: Que ninguém coma de ti fruto algum, o que seus discípulos ouviram. – No dia seguinte ao passarem pela figueira, viram que secara até a raiz.

A figueira que secou é o símbolo dos que apenas aparentam propensão para o bem, mas que em realidade, nada de bom produzem: dos oradores que mais brilho tem do que solidez ...”

Não sejamos, Figueiras Secas!

Fonte de pesquisa:
Ritual 1º Grau – Aprendiz Maçom – Grande Oriente do Brasil
Citação: Evangelho Segundo O Espiritismo.
Referência própria de vida.